Mês(s): novembro 2018

nov30

1 — Fazer sexo ajuda você a respirar melhor 

Boa notícia para os asmáticos: fazer sexo é como mergulhar em uma piscina de anti-histamínico, o que, por sua vez, melhora a qualidade da sua respiração e diminui os efeitos da asma.

 

2 — Você fica com uma aparência mais jovem

Deixe de lado os cremes que prometem rejuvenescer sua pele e aposte em uma bela rodada de sexo, se tiver como. Um estudo envolvendo 3.500 pessoas com idades entre 18 e 102 anos descobriu que pessoas que faziam sexo tinham menos níveis de estresse, demonstravam maior contentamento com a vida, dormiam bem e aparentavam ser mais jovens. Ou seja: bora!

 

3 — Seu corpo se defende melhor de algumas doenças

Manter uma rotina sexual de uma ou duas vezes por semana aumenta em 30% a sua produção de imunoglobulina A, que faz com que seu sistema imunológico trabalhe superbem. Além disso, já é sabido que uma vida sexual ativa diminui seus riscos de desenvolver alguns tipos de câncer, doenças cardíacas e, inclusive, de ter um derrame. Como se isso já não fosse bacana o suficiente, fazer sexo também ajuda você a se livrar daquela gripe chata.

 

4 — Fazer sexo queima calorias

Isso você já deveria saber, né? Mas vamos aos números, então: depois de 20 minutos de ação entre os lençóis, você já vai ter queimado cerca de 100 calorias, o que já é bastante coisa, viu.

 

5 — A dor vai embora

Aqui a dica é para as mulheres mesmo: estímulos vaginais acabam por aumentar a tolerância à dor, e estimular o clitóris especificamente é o mesmo do que tomar um analgésico. Isso vale especialmente para cólicas menstruais, dores de artrite e dor de cabeça.

 

6 — Fazer sexo com frequência aumenta sua expectativa de vida
Olha só que coisa boa: um estudo galês revelou que o risco de morte em homens que fazem sexo pelo menos duas vezes por semana é 50% menor em relação aos que não têm uma vida sexual muito ativa. A pesquisa contou com dados relacionados a idade, classe social e tabagismo, mas mesmo assim ficou claro que quanto mais a pessoa faz sexo, melhor.

 

7 — Aquela sensação de bem-estar vem para ficar

Quando o sexo é bom para todos os envolvidos, o que fica depois do ato é aquela sensação de felicidade e bem-estar que a gente tanto gosta. Uma pesquisa realizada nos EUA com mais de 1.800 pessoas descobriu que o orgasmo promove uma grande liberação de ocitocina e endorfina, que são substâncias sedativas. É por isso que depois do sexo com orgasmo as pessoas ficam com sono e se sentem bem.

 

Fonte: Reader’s Digest/Josephine Brouard / De Mega Curioso

nov20

Fatores psicológicos têm ganhado espaço na lista de causas das disfunções sexuais masculinas.

No ano passado, o Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) divulgou uma pesquisa sobre o perfil sexual dos brasileiros, em que 95,3% dos participantes consideravam sexo algo importante ou muito importante.

O estudo, batizado de Mosaico 2.0, foi coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do IPq e ouviu 3 mil homens e mulheres de 18 a 70 anos em cinco regiões metropolitanas, incluindo a de Porto Alegre. Quando o questionário abordou as preocupações sobre sexo, as mulheres voltaram suas respostas à possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Entre os homens, o maior receio apresentado foi não satisfazer a parceira. E no detalhe dessa resposta pode estar a causa de parte das disfunções sexuais masculinas que hoje chegam aos consultórios de psicólogos e especialistas de áreas ligadas à saúde do homem: fatores psicológicos.

No gigantesco balaio chamado “fatores psicológicos” estão velhos conhecidos dos médicos, como traumas, depressão e ansiedade, mas a vida contemporânea tem cobrado seu preço na cama. O estresse e a própria mudança de postura das mulheres em relação a sua sexualidade colocaram o homem numa crise de identidade, pela qual busca redefinir seu papel na sociedade e nas relações afetivas.

Se em outros tempos o prazer da parceira pouco importava e a virilidade do homem se media pelo número de filhos, hoje saíram debaixo dos lençóis outras questões para as quais boa parte deles não foi educada a enfrentar, como lidar com as próprias emoções e as da parceira. Psicóloga especialista em aconselhamento familiar e saúde mental, Auriciene Araújo Lidório, de Londrina (PR), reconhece em muitos pacientes com disfunções sexuais a figura de um homem em busca de identidade, que tenta amar e ser amado, querer, receber e dar prazer e satisfazer o outro não só sexualmente, mas intelectualmente, afetivamente e psicologicamente.

– A palavra satisfação é a grande questão, e o mundo do desempenho sexual é envolvido pelo mundo das emoções. O homem que está sendo convocado atualmente não pode só ter um carro, uma moto e uma conta. Ele é um homem emocional. Mais do que nunca, o desejo deles é atravessado pelo da mulher, e o desejo delas está mudando – diz.

Para Auriciene, as disfunções sexuais, como dificuldade de ter ou manter uma ereção, falta de desejo ou ejaculação precoce podem ser reações orgânicas para um problema psicológico sufocado e negligenciado pelos homens exatamente por estarem inseridos em uma sociedade em que saúde mental é tratada como “frescura”. Quando se reflete na vida sexual, eles resolvem dar atenção ao sinal de alerta.

– Entendo que, muitas vezes, esses problemas são a comunicação de um corpo que está calando outros problemas – avalia a psicóloga.

Autor do livro Ereção e Falha, Falhou por quê?, o andrologista Sergio Iankowski costuma observar e registrar as situações que levam os homens ao consultório dele em Porto Alegre. Diante de tantas causas psicológicas, não pensou duas vezes em apoiar seu trabalho clínico em um psicólogo. A demanda de queixas por problemas de ereção, diminuição da libido e ejaculação precoce chega via pacientes de diferentes idades, e não raro a mulher está à frente da busca por ajuda.

– Geralmente, eles chegam aqui porque a parceira reclamou, e eu acho essa crítica muito inteligente. Há homens que convivem por anos com essas disfunções e não procuram ajuda – diz Iankowski.

A resposta dos homens à pesquisa do IPq também vai ao encontro de outro problema com o qual o andrologista depara no dia a dia de consultas: a ansiedade sexual. Homens com uma vida normal na cama levam um baque quando “falham” pela primeira vez. Essa falha pode ser pontual, motivada por questões momentâneas, mas eles ficam tão preocupados que comprometem o desempenho em futuras relações, sem ter um problema orgânico ou psicológico que justifique.

– O medo de falhar é tão alto que provoca uma descarga de adrenalina, que é um vasoconstritor, e não consegue ter a ereção – explica o médico.

Sexo saudável exige corpo saudável

Apesar de os fatores psicológicos estarem muito associados às disfunções sexuais masculinas, as causas orgânicas têm papel importante nessas ocorrências e precisam ser consideradas pelos homens. A urologista Nancy Tamara Denicol, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia na seccional do Rio Grande do Sul, ressalta que, a partir dos 50 anos, nota-se mais dificuldades de ereção, o volume de ejaculação pode diminuir e o tempo para uma segunda ereção por vezes também aumenta. É nesta fase que se observa a incidência maior de hipertensão, diabetes e síndromes metabólicas, que ampliam os riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares.

Nesse contexto, os médicos costumam examinar a saúde geral dos pacientes para compreender as causas da disfunção sexual, que podem ser psicológicas, mas também ter ligação aos níveis de testosterona, à vascularização do pênis, entre outros. Esses problemas ainda podem ser comorbidades (doenças relacionadas) ou consequência do uso de medicamentos específicos, como antidepressivos e ansiolíticos, ou de tratamentos e cirurgias, como a retirada da próstata em casos de câncer.

Por esse leque de possibilidades, automedicar-se com o intuito de resolver a questão não parece ser uma boa saída.

O andrologista Sergio Iankowski lembra que a chegada do Viagra duas décadas atrás – e o sucesso que fez – serviu para acabar com a ideia de que as disfunções sexuais são incomuns ou problema de meia dúzia de desafortunados. Por outro lado, muita gente consumiu a pílula azul sem o devido cuidado e orientação.

– Dessa forma, não está se tratando a causa, e é possível até que essa automedicação piore certos quadros e crie uma dependência no paciente – alerta o médico.

Nem vergonha, nem exclusividade de poucos

As disfunções sexuais masculinas podem ir da falta de desejo sexual, a dificuldades de ter ou manter uma ereção até a impotência completa. Em qualquer um dos casos, é o médico que deve diagnosticar. Uma simples “falha” não significa necessariamente um problema, porém, se há ocorrências frequentes, é fundamental conversar com um especialista, porque o diagnóstico precoce amplia as chances de sucesso do tratamento. Esquivar-se da ajuda não só atrasa a solução como pode comprometer o relacionamento e até resultar em separação do casal. Como ainda é um tema espinhoso para muitos homens, os médicos notam que o assunto chega camuflado ao consultório.

– A gente ainda vê muito a queixa disfarçada em uma consulta de rotina. Então, mesmo que o motivo da conversa seja outro, acho importante fazer sempre a pergunta sobre a saúde sexual. Às vezes, no final da consulta, o paciente diz “lembrei, doutora!” e fala sobre o que está acontecendo. Isso não é vergonha, e ele não é o único. Nas conversas de bar, podem até dizer “nunca falhei”, mas aqui no consultório, todo mundo falha – diz a urologista Nancy Tamara Denicol.

Inevitavelmente, a busca por soluções em qualquer uma das disfunções passa por um check-up do paciente, com exames dos níveis de testosterona, o hormônio masculino, e de taxas que podem influenciar no quadro, como níveis de colesterol, pressão arterial e glicose.

Os tratamentos, de acordo com cada caso, envolvem reposição hormonal – muito menos controversa do que a usada pelas mulheres na menopausa – e até implante peniano, utilizado em casos de lesões mais graves (como cirurgia de próstata). Em todos os métodos, o acompanhamento psicológico é aconselhado.

– Mesmo que a origem do problema não seja psicológica, sempre terá um reflexo psicológico – pondera a psicóloga Auriciene Lidório.

Frente à preocupação de manter e prolongar o bom desempenho sexual, os homens devem ficar atentos a fatores que podem antecipar problemas. Obesidade, diabetes sem controle, sedentarismo e tabagismo são inimigos da saúde de um modo geral e não fogem da lista de fatores de risco nos casos de disfunções sexuais.

– O homem que não mantém cuidados gerais consigo mesmo está em busca de um problema sexual – sentencia o andrologista Sergio Iankowski.

 

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2017/04/o-que-leva-os-homens-a-falhar-na-cama-9772103.html / Por BRUNA PORCIÚNCULA

nov05

Conversamos com uma escritora que há anos pesquisa o que leva as mulheres a serem infiéis aos parceiros

Dois livros de publicação recente e próxima abordam e revisam o tema da infidelidade. State of Affairs: Rethinking Infidelity (Estado dos Affaires: Repensando a Infidelidade), da psicoterapeuta belga Esther Perel, e The Secret Life of the Cheating Wife: Power, Pragmatism and Pleasure in Women’s Infidelity (A Vida Secreta da Mulher Traidora: Poder, Pragmatismo e Prazer na Infidelidade das Mulheres), da socióloga americana Alicia Walker, que será lançado em nos EUA em novembro. No momento, nenhum deles tem data de publicação no Brasil.

A infidelidade é um conceito cambiante, que é atualizado e renovado periodicamente como um catálogo da Tok&Stok. É uma das práticas que mais partido tirou da era digital. Se, como diz Perel em sua palestra Ted sobre o assunto, enganar o parceiro é o único pecado que, segundo a Bíblia, se pode cometer duas vezes (em ato e em pensamento), agora pode ser conjugado em inúmeros tempos e modos, que vão desde se inscrever em segredo em um site de relacionamentos e ter conversas quentes com desconhecidos até uma simples massagem com final feliz.

A verdade é que, como Perel aponta em seu livro –que escreveu depois de passar 10 anos viajando pelo mundo, conversando com homens e mulheres infiéis, desde 1990 a taxa de mulheres que traem os maridos aumentou 40% enquanto que a dos homens parece se manter no mesmo nível. Algo que, de acordo com a psicoterapeuta, “não tem resposta fácil, além do boom dos anticoncepcionais, da maior autonomia financeira da mulher e do fim do medo do divórcio, com leis que obrigam os maridos a contribuir para a manutenção dos filhos. Mas, para conhecer os verdadeiros motivos desse aumento, as mulheres teriam de estar no mesmo nível que os homens e isso ainda não aconteceu. A sociedade continua a penalizar mais o adultério feminino do que o masculino. Na verdade, ainda existem nove países no mundo onde a mulher infiel é punida com a pena de morte, enquanto para justificar a traição do homem há toda uma série de teorias evolutivas e biológicas que a explicariam”.

As velhas ideias que afirmavam que em uma transa ocasional eles procuram a aventura, a vertigem e um parêntese na aborrecida vida conjugal; enquanto elas perseguem o amor, já não são apresentadas por quase ninguém. E menos por Alicia Walker, que depois de conversar com 40 mulheres que haviam traído seus parceiros chegou à conclusão de que a maioria deles o fez por razões meramente sexuais. “Quase todas as minhas entrevistadas vinham de casamentos sem sexo ou com relações sexuais pobres, sem orgasmos”, comenta Walker. “Em outras palavras, não conseguiam a frequência e nem a qualidade sexual que desejavam.”

Os meios de comunicação norte-americanos relacionaram a crescente infidelidade feminina com o fato de as mulheres trabalharem mais em casa do que os homens, ainda não há uma divisão equitativa das tarefas e alcançar a igualdade nesse assunto poderia ser, de certa forma, uma tentativa de equilibrar a balança em outros aspectos. Mas Walker parece cética com essa teoria e com as estatísticas e pergunta, “talvez, mais do que um aumento dos casos de infidelidade em mulheres, o que acontece é que muitas que antes não ousavam admitir isso agora começam a reconhecer, em parte protegidas pelo anonimato das sondagens realizadas na rede. A maioria das mulheres da minha amostra reconheceu que amava o marido e queria permanecer junto, mas estava cansada de não obter o que procurava no terreno erótico. Ter um affaire era a maneira de satisfazer seus desejos, mas também de salvar o casamento, porque se permanecessem insatisfeitas talvez acabassem abandonando o parceiro em favor de outro mais competente sexualmente”.

Para Esther Perel, no entanto, existe certa conexão entre a infidelidade feminina e a desigualdade entre os sexos ainda existente. “As mulheres perdem sua autonomia na família, com os filhos, no casal; porque durante séculos foi assim e porque ainda existe a ideia de que é ela quem deve cuidar das crianças e do marido. As mulheres quase sempre fazem o que devem, e poucas o que querem. Um affaire é uma das poucas vezes em que elas fazem algo para si mesmas. É nesses espaços secretos que, por fim, dão primazia ao seu valor e aos seus desejos em relação aos dos outros”, diz a socióloga, que reconhece que “as infidelidades têm pouco a ver com o sexo e muito com o desejo, por isso ocorrem até em relações abertas, onde supostamente há liberdade para experimentar tudo. O comentário universal que ouvi da boca de todas as pessoas que haviam traído seus parceiros era sempre o mesmo: “Eu me senti vivo de novo”. No fundo de um affaire sempre há uma necessidade de conexão emocional, novidade, liberdade, autonomia, intensidade sexual. Uma tentativa de recuperar a parte de nós que perdemos”.

Alicia Gallotti é sexóloga, escritora e ex-porta-voz do site de relacionamentos Victoria Milán, criado inicialmente para facilitar aventuras para mulheres com parceiros, embora com o tempo tenha se democratizado para os dois sexos. Gallotti é autora do livro Soy Infiel, ¿y Tú?, lançado em 2012. Para escrevê-lo, a sexóloga entrevistou mais de 50 mulheres que se identificavam com o título da obra. “Na época não se falava muito sobre o assunto e lembro que depois do lançamento do livro muitas mulheres me agradeceram porque eu fizera com que se sentissem menos culpadas”, diz a autora. “Havia muitas razões para colocar chifres no parceiro, mas as mais comuns eram das senhoras, já maduras, que tinham se tornado invisíveis e procuravam ‘se encarnar’ novamente; outras queriam tornar realidade a fantasia sexual da infidelidade. Também havia a mulher que tinha sido enganada pelo marido, o havia perdoado e agora queria experimentar o mesmo e, claro, aquelas que viviam em casamentos assexuados, embora se dessem bem com o parceiro e não quisessem romper. O que era comum a todas é que buscavam apenas uma aventura passageira e evitavam que a coisa se alongasse ou tivesse implicações emocionais. Todas eram muito cautelosas, porque se fossem descobertas temiam perder a guarda dos filhos. Nós, mulheres, sempre fomos muito sibilinas. Viemos de séculos de marginalização e desenvolvemos uma habilidade especial para conseguir as coisas. Somos mais espertas para inventar desculpas e melhores na hora de destruir provas”.

Concha, de 46 anos, que mora em Madri e é divorciada, viveu a traição em ambas as frentes. Como vítima e como autora da infidelidade. “Inculcam na gente a ideia de que chifrar é a pior coisa que te podem fazer em um relacionamento. Fui chifrada e perdoei; e com o tempo você vê que sobrevive, que não é o fim do mundo, embora eu ache que para o perdão é muito importante a forma e a duração da infidelidade. Não é tanto o que se faz, mas como se faz. Quando fui infiel não o fiz por vingança, mas para me dar ao luxo de realizar meus desejos e porque acho que praticando esse exercício evitarei odiar meu parceiro se ele fizer o mesmo, e porque assim terei menos oportunidades de me tornar uma mulher amargurada e ressentida pelas traições do marido, como algumas mulheres de antes”.

 

Toleramos pior a infidelidade

“Quando o casamento era um contrato financeiro, a infidelidade ameaçava a segurança econômica. Agora que o casamento é um acordo romântico, a traição ameaça nossa segurança emocional”, argumenta Perel.

A infidelidade é o principal motivo da maioria dos divórcios e trair é extremamente fácil hoje; mas, além disso, a era digital (se aquele que trai não teve o cuidado e a delicadeza de apagar o rastro) nos permite acessar toda o histórico da traição. E-mails, fotos, postagens em redes sociais; enquanto que antes o espetáculo mais revelador que se podia assistir era ver uma mancha de batom no colarinho de uma camisa.

“Hoje em dia nosso parceiro não é apenas nosso marido ou mulher; também é nosso companheiro, pai ou mãe de nossos filhos, nossa família, nosso partenairesexual e até mesmo nosso colega de papos intelectuais. E perder tudo isso de repente pode ser extremamente doloroso, porque com isso também perdemos nossa identidade”, diz Perel. “O amor romântico é a nova religião, na qual depositamos todas as nossas esperanças e crenças, e o casal é um dos espaços em que muitas pessoas esperam poder se realizar e dar sentido às suas vidas; uma vez que a comunidade desapareceu e as ideologias também. As novas gerações, os filhos dos divorciados, estão procurando uma nova maneira de estar juntos e de durar mais, um modelo de relacionamento que traga estabilidade, desenvolvimento pessoal e liberdade”.

Fonte: El PAÍS / Por RITA ABUNDANCIA  / Foto: GETTY IMAGES

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