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nov30

1 — Fazer sexo ajuda você a respirar melhor 

Boa notícia para os asmáticos: fazer sexo é como mergulhar em uma piscina de anti-histamínico, o que, por sua vez, melhora a qualidade da sua respiração e diminui os efeitos da asma.

 

2 — Você fica com uma aparência mais jovem

Deixe de lado os cremes que prometem rejuvenescer sua pele e aposte em uma bela rodada de sexo, se tiver como. Um estudo envolvendo 3.500 pessoas com idades entre 18 e 102 anos descobriu que pessoas que faziam sexo tinham menos níveis de estresse, demonstravam maior contentamento com a vida, dormiam bem e aparentavam ser mais jovens. Ou seja: bora!

 

3 — Seu corpo se defende melhor de algumas doenças

Manter uma rotina sexual de uma ou duas vezes por semana aumenta em 30% a sua produção de imunoglobulina A, que faz com que seu sistema imunológico trabalhe superbem. Além disso, já é sabido que uma vida sexual ativa diminui seus riscos de desenvolver alguns tipos de câncer, doenças cardíacas e, inclusive, de ter um derrame. Como se isso já não fosse bacana o suficiente, fazer sexo também ajuda você a se livrar daquela gripe chata.

 

4 — Fazer sexo queima calorias

Isso você já deveria saber, né? Mas vamos aos números, então: depois de 20 minutos de ação entre os lençóis, você já vai ter queimado cerca de 100 calorias, o que já é bastante coisa, viu.

 

5 — A dor vai embora

Aqui a dica é para as mulheres mesmo: estímulos vaginais acabam por aumentar a tolerância à dor, e estimular o clitóris especificamente é o mesmo do que tomar um analgésico. Isso vale especialmente para cólicas menstruais, dores de artrite e dor de cabeça.

 

6 — Fazer sexo com frequência aumenta sua expectativa de vida
Olha só que coisa boa: um estudo galês revelou que o risco de morte em homens que fazem sexo pelo menos duas vezes por semana é 50% menor em relação aos que não têm uma vida sexual muito ativa. A pesquisa contou com dados relacionados a idade, classe social e tabagismo, mas mesmo assim ficou claro que quanto mais a pessoa faz sexo, melhor.

 

7 — Aquela sensação de bem-estar vem para ficar

Quando o sexo é bom para todos os envolvidos, o que fica depois do ato é aquela sensação de felicidade e bem-estar que a gente tanto gosta. Uma pesquisa realizada nos EUA com mais de 1.800 pessoas descobriu que o orgasmo promove uma grande liberação de ocitocina e endorfina, que são substâncias sedativas. É por isso que depois do sexo com orgasmo as pessoas ficam com sono e se sentem bem.

 

Fonte: Reader’s Digest/Josephine Brouard / De Mega Curioso

nov20

Fatores psicológicos têm ganhado espaço na lista de causas das disfunções sexuais masculinas.

No ano passado, o Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) divulgou uma pesquisa sobre o perfil sexual dos brasileiros, em que 95,3% dos participantes consideravam sexo algo importante ou muito importante.

O estudo, batizado de Mosaico 2.0, foi coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do IPq e ouviu 3 mil homens e mulheres de 18 a 70 anos em cinco regiões metropolitanas, incluindo a de Porto Alegre. Quando o questionário abordou as preocupações sobre sexo, as mulheres voltaram suas respostas à possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Entre os homens, o maior receio apresentado foi não satisfazer a parceira. E no detalhe dessa resposta pode estar a causa de parte das disfunções sexuais masculinas que hoje chegam aos consultórios de psicólogos e especialistas de áreas ligadas à saúde do homem: fatores psicológicos.

No gigantesco balaio chamado “fatores psicológicos” estão velhos conhecidos dos médicos, como traumas, depressão e ansiedade, mas a vida contemporânea tem cobrado seu preço na cama. O estresse e a própria mudança de postura das mulheres em relação a sua sexualidade colocaram o homem numa crise de identidade, pela qual busca redefinir seu papel na sociedade e nas relações afetivas.

Se em outros tempos o prazer da parceira pouco importava e a virilidade do homem se media pelo número de filhos, hoje saíram debaixo dos lençóis outras questões para as quais boa parte deles não foi educada a enfrentar, como lidar com as próprias emoções e as da parceira. Psicóloga especialista em aconselhamento familiar e saúde mental, Auriciene Araújo Lidório, de Londrina (PR), reconhece em muitos pacientes com disfunções sexuais a figura de um homem em busca de identidade, que tenta amar e ser amado, querer, receber e dar prazer e satisfazer o outro não só sexualmente, mas intelectualmente, afetivamente e psicologicamente.

– A palavra satisfação é a grande questão, e o mundo do desempenho sexual é envolvido pelo mundo das emoções. O homem que está sendo convocado atualmente não pode só ter um carro, uma moto e uma conta. Ele é um homem emocional. Mais do que nunca, o desejo deles é atravessado pelo da mulher, e o desejo delas está mudando – diz.

Para Auriciene, as disfunções sexuais, como dificuldade de ter ou manter uma ereção, falta de desejo ou ejaculação precoce podem ser reações orgânicas para um problema psicológico sufocado e negligenciado pelos homens exatamente por estarem inseridos em uma sociedade em que saúde mental é tratada como “frescura”. Quando se reflete na vida sexual, eles resolvem dar atenção ao sinal de alerta.

– Entendo que, muitas vezes, esses problemas são a comunicação de um corpo que está calando outros problemas – avalia a psicóloga.

Autor do livro Ereção e Falha, Falhou por quê?, o andrologista Sergio Iankowski costuma observar e registrar as situações que levam os homens ao consultório dele em Porto Alegre. Diante de tantas causas psicológicas, não pensou duas vezes em apoiar seu trabalho clínico em um psicólogo. A demanda de queixas por problemas de ereção, diminuição da libido e ejaculação precoce chega via pacientes de diferentes idades, e não raro a mulher está à frente da busca por ajuda.

– Geralmente, eles chegam aqui porque a parceira reclamou, e eu acho essa crítica muito inteligente. Há homens que convivem por anos com essas disfunções e não procuram ajuda – diz Iankowski.

A resposta dos homens à pesquisa do IPq também vai ao encontro de outro problema com o qual o andrologista depara no dia a dia de consultas: a ansiedade sexual. Homens com uma vida normal na cama levam um baque quando “falham” pela primeira vez. Essa falha pode ser pontual, motivada por questões momentâneas, mas eles ficam tão preocupados que comprometem o desempenho em futuras relações, sem ter um problema orgânico ou psicológico que justifique.

– O medo de falhar é tão alto que provoca uma descarga de adrenalina, que é um vasoconstritor, e não consegue ter a ereção – explica o médico.

Sexo saudável exige corpo saudável

Apesar de os fatores psicológicos estarem muito associados às disfunções sexuais masculinas, as causas orgânicas têm papel importante nessas ocorrências e precisam ser consideradas pelos homens. A urologista Nancy Tamara Denicol, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia na seccional do Rio Grande do Sul, ressalta que, a partir dos 50 anos, nota-se mais dificuldades de ereção, o volume de ejaculação pode diminuir e o tempo para uma segunda ereção por vezes também aumenta. É nesta fase que se observa a incidência maior de hipertensão, diabetes e síndromes metabólicas, que ampliam os riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares.

Nesse contexto, os médicos costumam examinar a saúde geral dos pacientes para compreender as causas da disfunção sexual, que podem ser psicológicas, mas também ter ligação aos níveis de testosterona, à vascularização do pênis, entre outros. Esses problemas ainda podem ser comorbidades (doenças relacionadas) ou consequência do uso de medicamentos específicos, como antidepressivos e ansiolíticos, ou de tratamentos e cirurgias, como a retirada da próstata em casos de câncer.

Por esse leque de possibilidades, automedicar-se com o intuito de resolver a questão não parece ser uma boa saída.

O andrologista Sergio Iankowski lembra que a chegada do Viagra duas décadas atrás – e o sucesso que fez – serviu para acabar com a ideia de que as disfunções sexuais são incomuns ou problema de meia dúzia de desafortunados. Por outro lado, muita gente consumiu a pílula azul sem o devido cuidado e orientação.

– Dessa forma, não está se tratando a causa, e é possível até que essa automedicação piore certos quadros e crie uma dependência no paciente – alerta o médico.

Nem vergonha, nem exclusividade de poucos

As disfunções sexuais masculinas podem ir da falta de desejo sexual, a dificuldades de ter ou manter uma ereção até a impotência completa. Em qualquer um dos casos, é o médico que deve diagnosticar. Uma simples “falha” não significa necessariamente um problema, porém, se há ocorrências frequentes, é fundamental conversar com um especialista, porque o diagnóstico precoce amplia as chances de sucesso do tratamento. Esquivar-se da ajuda não só atrasa a solução como pode comprometer o relacionamento e até resultar em separação do casal. Como ainda é um tema espinhoso para muitos homens, os médicos notam que o assunto chega camuflado ao consultório.

– A gente ainda vê muito a queixa disfarçada em uma consulta de rotina. Então, mesmo que o motivo da conversa seja outro, acho importante fazer sempre a pergunta sobre a saúde sexual. Às vezes, no final da consulta, o paciente diz “lembrei, doutora!” e fala sobre o que está acontecendo. Isso não é vergonha, e ele não é o único. Nas conversas de bar, podem até dizer “nunca falhei”, mas aqui no consultório, todo mundo falha – diz a urologista Nancy Tamara Denicol.

Inevitavelmente, a busca por soluções em qualquer uma das disfunções passa por um check-up do paciente, com exames dos níveis de testosterona, o hormônio masculino, e de taxas que podem influenciar no quadro, como níveis de colesterol, pressão arterial e glicose.

Os tratamentos, de acordo com cada caso, envolvem reposição hormonal – muito menos controversa do que a usada pelas mulheres na menopausa – e até implante peniano, utilizado em casos de lesões mais graves (como cirurgia de próstata). Em todos os métodos, o acompanhamento psicológico é aconselhado.

– Mesmo que a origem do problema não seja psicológica, sempre terá um reflexo psicológico – pondera a psicóloga Auriciene Lidório.

Frente à preocupação de manter e prolongar o bom desempenho sexual, os homens devem ficar atentos a fatores que podem antecipar problemas. Obesidade, diabetes sem controle, sedentarismo e tabagismo são inimigos da saúde de um modo geral e não fogem da lista de fatores de risco nos casos de disfunções sexuais.

– O homem que não mantém cuidados gerais consigo mesmo está em busca de um problema sexual – sentencia o andrologista Sergio Iankowski.

 

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2017/04/o-que-leva-os-homens-a-falhar-na-cama-9772103.html / Por BRUNA PORCIÚNCULA

nov05

Conversamos com uma escritora que há anos pesquisa o que leva as mulheres a serem infiéis aos parceiros

Dois livros de publicação recente e próxima abordam e revisam o tema da infidelidade. State of Affairs: Rethinking Infidelity (Estado dos Affaires: Repensando a Infidelidade), da psicoterapeuta belga Esther Perel, e The Secret Life of the Cheating Wife: Power, Pragmatism and Pleasure in Women’s Infidelity (A Vida Secreta da Mulher Traidora: Poder, Pragmatismo e Prazer na Infidelidade das Mulheres), da socióloga americana Alicia Walker, que será lançado em nos EUA em novembro. No momento, nenhum deles tem data de publicação no Brasil.

A infidelidade é um conceito cambiante, que é atualizado e renovado periodicamente como um catálogo da Tok&Stok. É uma das práticas que mais partido tirou da era digital. Se, como diz Perel em sua palestra Ted sobre o assunto, enganar o parceiro é o único pecado que, segundo a Bíblia, se pode cometer duas vezes (em ato e em pensamento), agora pode ser conjugado em inúmeros tempos e modos, que vão desde se inscrever em segredo em um site de relacionamentos e ter conversas quentes com desconhecidos até uma simples massagem com final feliz.

A verdade é que, como Perel aponta em seu livro –que escreveu depois de passar 10 anos viajando pelo mundo, conversando com homens e mulheres infiéis, desde 1990 a taxa de mulheres que traem os maridos aumentou 40% enquanto que a dos homens parece se manter no mesmo nível. Algo que, de acordo com a psicoterapeuta, “não tem resposta fácil, além do boom dos anticoncepcionais, da maior autonomia financeira da mulher e do fim do medo do divórcio, com leis que obrigam os maridos a contribuir para a manutenção dos filhos. Mas, para conhecer os verdadeiros motivos desse aumento, as mulheres teriam de estar no mesmo nível que os homens e isso ainda não aconteceu. A sociedade continua a penalizar mais o adultério feminino do que o masculino. Na verdade, ainda existem nove países no mundo onde a mulher infiel é punida com a pena de morte, enquanto para justificar a traição do homem há toda uma série de teorias evolutivas e biológicas que a explicariam”.

As velhas ideias que afirmavam que em uma transa ocasional eles procuram a aventura, a vertigem e um parêntese na aborrecida vida conjugal; enquanto elas perseguem o amor, já não são apresentadas por quase ninguém. E menos por Alicia Walker, que depois de conversar com 40 mulheres que haviam traído seus parceiros chegou à conclusão de que a maioria deles o fez por razões meramente sexuais. “Quase todas as minhas entrevistadas vinham de casamentos sem sexo ou com relações sexuais pobres, sem orgasmos”, comenta Walker. “Em outras palavras, não conseguiam a frequência e nem a qualidade sexual que desejavam.”

Os meios de comunicação norte-americanos relacionaram a crescente infidelidade feminina com o fato de as mulheres trabalharem mais em casa do que os homens, ainda não há uma divisão equitativa das tarefas e alcançar a igualdade nesse assunto poderia ser, de certa forma, uma tentativa de equilibrar a balança em outros aspectos. Mas Walker parece cética com essa teoria e com as estatísticas e pergunta, “talvez, mais do que um aumento dos casos de infidelidade em mulheres, o que acontece é que muitas que antes não ousavam admitir isso agora começam a reconhecer, em parte protegidas pelo anonimato das sondagens realizadas na rede. A maioria das mulheres da minha amostra reconheceu que amava o marido e queria permanecer junto, mas estava cansada de não obter o que procurava no terreno erótico. Ter um affaire era a maneira de satisfazer seus desejos, mas também de salvar o casamento, porque se permanecessem insatisfeitas talvez acabassem abandonando o parceiro em favor de outro mais competente sexualmente”.

Para Esther Perel, no entanto, existe certa conexão entre a infidelidade feminina e a desigualdade entre os sexos ainda existente. “As mulheres perdem sua autonomia na família, com os filhos, no casal; porque durante séculos foi assim e porque ainda existe a ideia de que é ela quem deve cuidar das crianças e do marido. As mulheres quase sempre fazem o que devem, e poucas o que querem. Um affaire é uma das poucas vezes em que elas fazem algo para si mesmas. É nesses espaços secretos que, por fim, dão primazia ao seu valor e aos seus desejos em relação aos dos outros”, diz a socióloga, que reconhece que “as infidelidades têm pouco a ver com o sexo e muito com o desejo, por isso ocorrem até em relações abertas, onde supostamente há liberdade para experimentar tudo. O comentário universal que ouvi da boca de todas as pessoas que haviam traído seus parceiros era sempre o mesmo: “Eu me senti vivo de novo”. No fundo de um affaire sempre há uma necessidade de conexão emocional, novidade, liberdade, autonomia, intensidade sexual. Uma tentativa de recuperar a parte de nós que perdemos”.

Alicia Gallotti é sexóloga, escritora e ex-porta-voz do site de relacionamentos Victoria Milán, criado inicialmente para facilitar aventuras para mulheres com parceiros, embora com o tempo tenha se democratizado para os dois sexos. Gallotti é autora do livro Soy Infiel, ¿y Tú?, lançado em 2012. Para escrevê-lo, a sexóloga entrevistou mais de 50 mulheres que se identificavam com o título da obra. “Na época não se falava muito sobre o assunto e lembro que depois do lançamento do livro muitas mulheres me agradeceram porque eu fizera com que se sentissem menos culpadas”, diz a autora. “Havia muitas razões para colocar chifres no parceiro, mas as mais comuns eram das senhoras, já maduras, que tinham se tornado invisíveis e procuravam ‘se encarnar’ novamente; outras queriam tornar realidade a fantasia sexual da infidelidade. Também havia a mulher que tinha sido enganada pelo marido, o havia perdoado e agora queria experimentar o mesmo e, claro, aquelas que viviam em casamentos assexuados, embora se dessem bem com o parceiro e não quisessem romper. O que era comum a todas é que buscavam apenas uma aventura passageira e evitavam que a coisa se alongasse ou tivesse implicações emocionais. Todas eram muito cautelosas, porque se fossem descobertas temiam perder a guarda dos filhos. Nós, mulheres, sempre fomos muito sibilinas. Viemos de séculos de marginalização e desenvolvemos uma habilidade especial para conseguir as coisas. Somos mais espertas para inventar desculpas e melhores na hora de destruir provas”.

Concha, de 46 anos, que mora em Madri e é divorciada, viveu a traição em ambas as frentes. Como vítima e como autora da infidelidade. “Inculcam na gente a ideia de que chifrar é a pior coisa que te podem fazer em um relacionamento. Fui chifrada e perdoei; e com o tempo você vê que sobrevive, que não é o fim do mundo, embora eu ache que para o perdão é muito importante a forma e a duração da infidelidade. Não é tanto o que se faz, mas como se faz. Quando fui infiel não o fiz por vingança, mas para me dar ao luxo de realizar meus desejos e porque acho que praticando esse exercício evitarei odiar meu parceiro se ele fizer o mesmo, e porque assim terei menos oportunidades de me tornar uma mulher amargurada e ressentida pelas traições do marido, como algumas mulheres de antes”.

 

Toleramos pior a infidelidade

“Quando o casamento era um contrato financeiro, a infidelidade ameaçava a segurança econômica. Agora que o casamento é um acordo romântico, a traição ameaça nossa segurança emocional”, argumenta Perel.

A infidelidade é o principal motivo da maioria dos divórcios e trair é extremamente fácil hoje; mas, além disso, a era digital (se aquele que trai não teve o cuidado e a delicadeza de apagar o rastro) nos permite acessar toda o histórico da traição. E-mails, fotos, postagens em redes sociais; enquanto que antes o espetáculo mais revelador que se podia assistir era ver uma mancha de batom no colarinho de uma camisa.

“Hoje em dia nosso parceiro não é apenas nosso marido ou mulher; também é nosso companheiro, pai ou mãe de nossos filhos, nossa família, nosso partenairesexual e até mesmo nosso colega de papos intelectuais. E perder tudo isso de repente pode ser extremamente doloroso, porque com isso também perdemos nossa identidade”, diz Perel. “O amor romântico é a nova religião, na qual depositamos todas as nossas esperanças e crenças, e o casal é um dos espaços em que muitas pessoas esperam poder se realizar e dar sentido às suas vidas; uma vez que a comunidade desapareceu e as ideologias também. As novas gerações, os filhos dos divorciados, estão procurando uma nova maneira de estar juntos e de durar mais, um modelo de relacionamento que traga estabilidade, desenvolvimento pessoal e liberdade”.

Fonte: El PAÍS / Por RITA ABUNDANCIA  / Foto: GETTY IMAGES

out22

Relacionamentos sadios são fundados em uma personalidade sadia, coisa que só os anos e a experiência de vida podem levar à excelência

Quem nunca vivenciou um relacionamento desajustado no qual gostaria simplesmente de passar uma borracha? Certamente, se você fizer uma pequena retrospectiva da sua história, poderá constatar o quanto foi feliz, o quanto se frustrou, sofreu, superou e amadureceu nas suas relações. Isso porque ter relações sadias significa trilhar um caminho de maturidade pessoal, o que exige uma boa dose de conhecimento de si, tempo e paciência.

Abaixo, aprofundo alguns aspectos importantes para um relacionamento sadio. Na verdade, esses pontos estão relacionados entre si, divido-os apenas para uma leitura didática.

Foto: ArthurHidden by Getty Images

Conhecimento de si

Esse é um princípio básico para toda a vida, mas fundamental para um bom relacionamento. Conhecer-se é ter a capacidade de olhar para dentro de si e reconhecer as virtudes e os valores, principalmente as fragilidades. O indivíduo que não tem a coragem de enfrentar e integrar as suas sombras acabará projetando-as nas pessoas. Só alguém que se conhece pode possuir-se, e assim não se tornar refém dos seus sentimentos nem dos outros.

Nesse sentido, falando sobre o relacionamento amoroso, Papa Francisco alertou os namorados e noivos a respeito das feridas que os parceiros levam para o matrimônio: “Muitos terminam sua infância sem nunca terem se sentido amados incondicionalmente, e isso compromete a sua capacidade de confiar e entregar-se. Uma relação mal vivida com os seus pais e irmãos, que nunca foi curada, reaparece e danifica a vida conjugal. Então, é preciso fazer um percurso de libertação, que nunca se enfrentou” (Amoris Laetitia – 240).

Isso significa que preciso me conhecer antes de iniciar um relacionamento? Não necessariamente, pois, muitas vezes, é no convívio com o outro que as questões internas mal resolvidas vão aparecendo. Se a pessoa tiver a sensibilidade de se perceber e a coragem de enfrentar os seus “fantasmas interiores”, então estará no caminho da maturidade e crescerá no relacionamento.

Tomar consciência das idealizações

Quando iniciamos um relacionamento, seja ele amoroso ou uma amizade, temos dentro de nós um modelo de homem ou mulher “ideal” que acabamos projetando no outro. Aos poucos, com os conflitos e as crises – que são inevitáveis em toda relação humana – essa imagem vai ruindo, e então passa-se do eu ideal para o eu real. No início de toda relação há um componente erótico e profundamente emocional que chamamos de paixão. A paixão está carregada de idealizações, e é nessa fase que as pessoas constroem seus castelos de areia para abrigar as fantasias de um relacionamento “perfeito” (e infantil).

Quando tomamos consciência das idealizações? Tomamos consciência quando aquela imagem endeusada já não corresponde mais ao comportamento do outro. Em outras palavras, são justamente as decepções do dia a dia que colocam por terra o conto de fadas do relacionamento perfeito. Essa é a diferença básica entre paixão e amor. A paixão funda-se em projeções e idealizações. O amor tem suas bases no que é real. Quanto mais a pessoa diferenciar as idealizações da realidade, mais saudável será nos relacionamentos.

Da tolerância à frustração

Não é fácil decepcionar-se com as pessoas, sobretudo, aquelas que nos juraram amor eterno e incondicional. Nesse sentido, o desenvolvimento de um relacionamento saudável dependerá da capacidade dos envolvidos de lidar com frustrações, e assim aprender a lidar com as próprias feridas e também as dos outros.

Quando, num relacionamento, as pessoas não suportam as frustrações, entra em jogo a relação de poder, e o relacionamento se transforma em uma competição do tipo “quem manda mais” ou “quem (se) machuca mais”. Aqui, cabe uma máxima do psiquiatra suíço C. G. Jung: “Onde impera o amor não há desejo de poder. Onde há desejo de poder não há espaço para o amor. Um é a sombra do outro”.

A tolerância à frustração faz com que o relacionamento se torne resiliente e não sucumba a qualquer vento. É também a base para o perdão, sem o qual nenhum relacionamento sobrevive.

Respeitar as individualidades

Livre da imagem idealizada e absorvida pela frustração, é hora de reconhecer o outro pelo que ele é. Uma pessoa saudável em seus relacionamentos sabe que cada pessoa é única e não está condicionada aos seus “achismos” nem aos seus mecanismos de controle. Um relacionamento saudável dá espaço para que a pessoa seja ela mesma, que tenha liberdade para colocar em prática seus dons, praticar seus hobbies e, principalmente, relacionar-se com outras pessoas.

Respeitar a individualidade do outro não significa aceitar o seu individualismo, quando este se fecha em seu mundo particular ou, no oposto, quando quer uma relação demasiada aberta e sem responsabilidades. O bem-estar de um relacionamento depende de equilíbrio, sabendo a hora de ceder e de opor-se, mas sempre com o pensamento de que o outro não é uma “propriedade” minha nem deve ser aquilo que eu acho que ele deve ser.

Respeitar as individualidades também significa não instrumentalizar o outro, ou seja, a pessoa nunca pode ser um meio para que eu tenha meus prazeres individuais satisfeitos. Quando, num relacionamento, as pessoas se usam mutuamente para atingir seus prazeres, há aí uma dinâmica perversa e patológica que certamente terminará em tragédia.

Tempo e paciência

Não existe varinha mágica que transforme uma relação da noite para o dia. Muitas vezes, quando nos vemos envoltos em imaturidades – sejam nossas ou dos outros – é preciso paciência e tempo. Se você tem 30 anos hoje e olhar para os relacionamentos de quando tinha 15, certamente verá que não são (ou pelo menos não deveriam ser) os mesmos. Isso porque relacionamentos sadios são fundados em uma personalidade sadia, coisa que só os anos e a experiência de vida pode levar à excelência.

Sem sombra de dúvida, o tempo é o melhor amigo de um relacionamento. Geralmente, relacionamentos saudáveis sobrevivem às provações que os anos lhes impõem. O tempo também permite que corrijamos certas imperfeições que foram desgastando um relacionamento verdadeiro, isso se tivermos a coragem de enfrentar a difícil tarefa de amadurecer. Por outro lado, o tempo é cruel com quem estaciona. Não é difícil nos depararmos com pessoas que ficaram presas em suas mazelas. São como aquelas placas de estalactite formadas por gotejamento de água nos interiores das cavernas, do qual se tornam uma espécie de rocha de calcário com o passar dos anos. As pessoas que não se deixam moldar pelo tempo são castigadas por ele, transformando-se em estruturas rígidas impossíveis de correção.

Se você se identifica com alguns desses passos acima e, de certa forma, já está colocando-os em prática nos seus relacionamentos, pode se considerar uma pessoa que caminha para o sucesso nessa aventura de ser para o outro.

Daniel Machado

Daniel Machado de Assis, natural de São Bernardo do Campo-SP, é membro da Canção Nova desde 2002. Psicólogo formado pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo, também estudou filosofia pelo Instituto Canção Nova. Atualmente é coordenador do Núcleo de Psicologia Canção Nova que tem por objetivo assessorar e auxiliar a formação dos membros desta instituição.

set11

As técnicas de enfermagem Thais e Yasmin, ambas de 23 anos, e o estudante de psicologia Leandro, 35, estão juntos há cinco anos. Eles sãos pais de Emilly e Isabela e se orgulham de formar uma família fora dos padrões. A seguir, cada um deles conta como é estar em uma relação poliamorosa.

Leandro Jonattan da Silva Sampaio, 35, estudante de psicologia“Conheci a Thais quando estava em outro relacionamento, ela se juntou a nós. Vivemos bons momentos juntos, mas por um desgaste natural acabamos nos separando de forma amigável, como acreditamos que os relacionamentos devem acabar.

Pouco tempo depois, conheci a Yasmin no meu trabalho, nos tornamos amigos e passamos a conversar sobre vários assuntos, inclusive poliamor. Decidimos marcar um encontro entre nós três e, a partir daí, ficamos juntos. Thais gestou Emilly, que hoje está com 5 anos e Yasmin engravidou de Isabela, a filha mais nova, de 3 meses. Mas as duas são mães das duas.

Dormirmos em uma cama modelo king size, que nos conforta bem. Temos boa dinâmica. Por exemplo, eu e Thais gostamos de ver filmes e séries de ficção, tipo de zumbis e outras coisas sobrenaturais. A Yasmin já gosta de séries médicas e de investigação, então, não nos acompanha nesses momentos. Em compensação, as duas se juntam para ver novelas e realities shows, que eu detesto. Aí elas têm o tempo delas e eu fico com as crianças. Encontramos o equilíbrio.

“A gente brinca muito, elas pregam muitas peças em mim, no nosso relacionamento existe cumplicidade. Nossas brigas são raras, mas quando acontecem, nos entendemos na conversa. Choramos juntos, rimos juntos e nos amamos juntos. (Leandro)”

Thais Souza de Oliveira, 23, técnica de enfermagem: “Eu nunca tinha pensado em formar um trisal, só conhecia dos filmes. Mas já tinha curiosidade de ficar com mulheres, embora achasse que nunca rolaria. O estalo veio quando conheci o Leandro e a ex-esposa, eles ficaram 11 anos juntos. Desse tempo, por três anos fomos um trisal.

O primeiro beijo foi com ele, mas logo em seguida nós três começamos a nos relacionar. Não senti receio algum, porque eles me passaram muita confiança. Era algo novo, porém me identifiquei e achei fácil a adaptação. Eu escolhi estar em uma relação poliamorosa.

Na época, a gente até ficava com outras meninas, os três juntos. Hoje estamos mais quietinhos, nossa relação atual é fechada. Quando o primeiro casamento acabou eu senti falta de uma terceira pessoa, mas não chegamos a buscar alguém novo. Simplesmente aconteceu. Conhecemos a Yasmin e os três se completaram. Nos apaixonamos e hoje este sentimento é ainda mais forte. Nos relacionamos a três em todos os sentidos: beijo, sexo, amizade, cumplicidade… tudo!

Ter mais de uma pessoa na relação facilita para administrar conflitos e também dividir atividades no dia a dia e as despesas. Às vezes estou brigada apenas com um deles e o outro vem para amenizar. Outro dia, por exemplo, a Yasmin sumiu com uma blusinha minha. Fiquei puta da vida porque estávamos indo à boate. Mas o Leandro chegou, nós conversamos, resolvemos e saímos felizes.

Quase tudo é bem organizado e cada um sabe seu papel. Mas quando há discussões geralmente é por motivo banal, tipo quem vai cozinhar aquele dia ou quem vai limpar a piscina. Não temos uma divisão exata de tarefas, mas eu e a Yasmin fazemos mais coisas em casa, porque ele trabalha e estuda e só volta para casa umas 23h. Entre nós, quando uma cozinha, a outra lava a louça. Cada semana uma fica responsável por lavar o banheiro e a última a acordar arruma o quarto. Tirar o lixo é tarefa do Leandro.

Arquivo Pessoal

Em público nunca escondemos nosso afeto e nunca passamos por uma situação desconfortável. Agora andamos menos de mãos dadas, porque temos nossas filhas e temos que dar as mãos para a mais velha e segurar a mais nova no colo.

Hoje estamos em uma união estável, assinamos em um cartório no Rio de Janeiro. Procuramos pela internet e vimos que esse cartório já havia realizado uma união estável entre três mulheres. Entramos em contato e fomos recebidos de braços abertos pela tabeliã.

“Não existe ciúme entre nós, estamos certos do que queremos. Às vezes passo mais tempo com ela, às vezes com ele e às vezes sozinha, quando os dois estão fazendo algo que gostam e eu nem tanto. É bem natural e saudável. (Thais)”

Yasmin Nepomuceno da Cruz, 23, técnica de enfermagem“Antes eu só tinha namorado a dois, então, quando conheci o Leandro e a Thais foi diferente, era algo que eu nunca tinha vivido. Mas eu me adaptei bem à relação. Estamos juntos há cinco anos e morando na mesma casa há quatro.

Os acordos ocorrem conforme as nossas necessidades e sempre estamos dispostos a conversar sobre eles, mas o principal é ter sempre comunicação e respeito, assim como em qualquer relação saudável. É preciso muito diálogo.

A minha família respeita a nossa relação, porém, não concorda. Já a da Thaís não aceita de forma alguma, nem temos contato com eles. A família do Leandro é a mais tranquila, eles agiram com naturalidade quando souberam. Com a nossa filha mais velha ainda não conversamos sobre ser um trisal, deixamos fluir de forma natural. Para nós, o mais importante é o sentimento que temos por elas, não damos peso para nomenclaturas.

Dormimos na mesma cama, mas não transamos apenas os três juntos, pode rolar entre casais também.

“Os nossos desafios são os mesmos de um casamento monogâmico. Sabemos que para quem está de fora parece algo extraordinário, mas os dilemas, sentimentos e atividades corriqueiras são exatamente as mesmas das de um casal. (Yasmin)”

ago21

Estudo com casais chegou às questões chave para manter uma relação duradoura; amizade é a primeira delas.

Em uma época em que basta deslizar o dedo para a direita na tela do celular para decidir se você gosta de alguém, fazer 10 perguntas “críticas” pode ajudar a economizar muito tempo.

Ou ao menos é isso o que recomendam Fiona Shackleton, uma advogada especializada em divórcios, e um grupo de acadêmicos da Universidade de Exeter, que colaboraram em um estudo que analisa as questões chave que os amantes em potencial devem fazer um para o outro antes de embarcar em uma relação séria.

Segundo a pesquisa, realizada entre casais “bem-sucedidos”, advogados de família e mediadores, as relações duram mais quando se constroém sobre uma base de amizade, respeito, interesses compartilhadas e expectativas realistas.

Shakleton, que representou inúmeras estrelas, como Paul McCartney, diz que fazer as perguntas adequadas cedo pode salvar de futuras dores de cabeça.

“Mais de 50% das pessoas que me consultam sobre divórcio me dizem que se deram conta que eram basicamente incompatíveis com seus parceiros pouco antes ou nos primeiros momentos de seus casamentos”, diz a advogada, que tem uma experiências de mais de 40 anos no tema.

Para Shackleton, as melhores relações a longo prazo têm lugar quando as duas pessoas têm ideias realistas sobre o que constitui uma relação feliz, definida por casamentos que testemunharam -como o de seus pais ou outros membros da família.

“Os bons amigos são os melhores amantes”

Os pesquisadores entrevistaram 43 casais que estiveram casados durante 10 anos, ou que se separaram durante esse período, e outros 10 casais que viveram juntos por pelo menos 15 anos.

O estudo recomenda fazer continuamente as seguintes 10 perguntas para construir a relação:

1. Somos compatíveis? Segundo a pesquisa, muitos dos casais “bem-sucedidos” começaram como amigos primeiro, com uma relação íntima desenvolvendo lentamente. Por isso, os especialistas acreditam que os casais devem se questionar se são compatíveis com base, principalmente, na amizade.

2. Temos uma forte base de amizade? Os especialistas dizem que uma amizade por trás ajudaram casais a superar alguns eventos negativos, como uma briga ou uma aventura amorosa. O estudo também chegou à conclusão que casais separados careciam de uma base sólida de amizade.

3. Queremos as mesmas coisas? Segundo o estudo, casais duradouros compartilham valores, esperanças, sonhos e expectativas do outro e da relação.

4. Nossas expectativas são realistas? Ao analisar as amostragens, os especialistas chegaram à conclusão que os casais “bem-sucedidos” tinham expectativas realistas sobre o casamento e as relações. Sabiam que não era simples e estavam dispostos a procurar ajuda profissional, trabalhando arduamente na relação.

5. Geralmente vemos o melhor um do outro? Os especialistas acreditam que a compaixão é chave e dizem que, apesar de tomar tempo criar um amor com compaixão, esses casais tendem a ver o melhor no outro e fazer concessões quando necessário.

6. Os dois trabalham para manter a relação vibrante? Os casais em relações duradouras mostraram que se ocupavam com o outro em rituais diários e pequenos atos de atenção, de uma maneira que era significativa para o outro.

7. Acreditamos que podemos discutir coisas e falar de problemas entre nós? É necessário ter tempo para falar do seu dia, de problemas de níveis mais profundos para ter uma relação bem-sucedida, já que a comunicação aberta fomenta a intimidade.

8. Estamos comprometidos a trabalhar na relação durante tempos difíceis? A capacidade do casal de adaptar-se às mudanças é essencial para ter uma relação duradoura. Quando os casais permanecem juntos durante períodos de adversidade, comumente falam de um fortalecimento da relação como resultado.

9. Vamos nos unir para superar as etapas que demandarem de nós?Os pesquisadores descobriram que a forma como as pessoas enfrentam as pressões da vida, como a perda de um ser querido, uma aventura amorosa, dificuldades financeiras ou a paternidade, especialmente quando o casal tem diferentes estilos de criação, é chave. Requer boas habilidades de relacionamento.

10. Cada um de nós tem pessoas de apoio ao redor? Todo mundo quer que nossa família e amigos gostem da pessoa com quem decidimos nos comprometer. Os especialistas chegaram à conclusão que redes de apoio familiares e amigos enriquecem a vida dos casais. As mulheres, em particular, obtiveram um apoio substancial de suas mães, irmãs e amigo/as.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2018/07/28/as-dez-perguntas-para-fazer-antes-de-iniciar-um-relacionamento-amoroso.ghtml / Foto: AFP Photo/Sebastien Bozon

jul19

Que tal trocar o aeróbico da academia por uma atividade muito mais prazerosa?

Uma vida sexual ativa garante mais bem-estar, qualidade de vida e até mesmo perda de peso. Considerado uma atividade física, o sexo emagrece e de uma forma muito prazerosa.

Uma relação completa – incluindo preliminares – com uma duração média de uma hora representa um gasto calórico de até 400 calorias. Isso equivale a 30 minutos de corrida, 80 de caminhada ou 75 de musculação.

Talvez a partir de agora não haja mais desculpas para o sedentarismo, não é mesmo? Fique por dentro de outros benefícios do sexo e garanta mais saúde (e diversão) para a sua vida.

Sexo emagrece, sim!

Uma pesquisa publicada pela Public Library of Science estudou 20 casais com idades entre 18 e 35 anos. Eles fizeram sexo diariamente por uma semana. Também foram monitorados esportistas que correram na esteira por 30 minutos.

O resultado mostrou que homens que tiveram relações sexuais perderam, em média, 4,2 calorias por minuto, contra 9,2 de um corredor. Ou seja, com uma hora de sexo, você terá perdido praticamente a mesma quantidade de calorias que em meia hora de corrida.

Especialistas revelam que não apenas o ato sexual, mas toda a preparação colabora para o gasto energético. Até mesmo o beijo é capaz de queimar calorias, assim como tirar a roupa do parceiro.

Para potencializar os bons resultados, é ideal que você tenha afinidade com o parceiro e sinta-se bem durante a relação. Reserve também um tempo na rotina da semana para relaxar. Além de deixar você em forma, uma transa sem pressa e com desejo é muito mais prazerosa.

Outros benefícios de uma vida sexual ativa

Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine também confirma os benefícios do sexo. Segundo a pesquisa, pessoas que têm uma vida sexual ativa têm mais chances de aumentar a longevidade, além de serem menos propensas a doenças cardíacas ou câncer.

Fora isso, a relação sexual também tem o poder de aliviar dores de cabeça, devido à liberação de ocitocina, endorfina e serotonina, substâncias que aliviam a ansiedade e estresse.

Pesquisas também revelam os benefícios do sexo para o coração. De acordo com um estudo da Univeristy Queen Belfast, na Irlanda, pessoas que praticam sexo regularmente possuem menos riscos de sofrer de infarto ou acidente vascular cerebral.

Já outro estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, dos Estados Unidos, associou a prática de sexo regular com a redução do risco de diabetes tipo 2. Isso porque o ato colabora para a melhora da ação da insulina.

Se tudo isso já não fosse suficiente, o sexo também colabora com a melhora do humor, da autoestima e do próprio relacionamento, criando maior intimidade entre o casal.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/sexo/fazer-sexo-emagrece-sim-confira-outros-beneficios,bf2d73e708d310dc9d722eb33c3c43efqfl8630t.html

jun28

Carolina Prado e Gabriela Guimarães

Colaboração para o UOL

Nem sempre a gente se dá conta de que está sendo meio criança no namoro ou no casamento. Mas, ao agir de maneira diferente, a relação fica mais leve e gostosa. Para te ajudar nessa transformação, listamos alguns comportamentos que não combinam com relacionamentos evoluídos:

1. Brigar por mensagem de texto

Chamar o parceiro pelo WhatsApp e dizer que precisam conversar mais tarde é uma coisa. Mas discutir por mensagem é cilada, porque, geralmente, causa mal-entendidos. Sem saber a entonação de voz e a expressão facial da outra pessoa, a interpretação do que está sendo falado fica comprometida. Ainda é melhor uma conversa cara a cara e em um momento em que ambos estejam de cabeça fria.

2. Achar que vocês devem fazer tudo junto

Casal que se ama não precisa viver grudado. Manter a individualidade é um dos segredos para um relacionamento a dois perdurar. E não tem a ver com egoísmo, que é não considerar os interesses da outra pessoa, mas com sentir-se bem sozinha. Compartilhar a sua vida com o par não é o mesmo que depender dele.

3. Evitar certos assuntos

Talvez vocês considerem respeitoso não falar sobre temas polêmicos, como dinheiro ou sexo. Mas em relacionamentos maduros não devem existir tabus. É importante que o casal abra espaço para todo tipo de conversa, inclusive, sobre o saldo em conta corrente, religião e fantasias sexuais.

4. Invadir a privacidade do outro

Exigir a senha do e-mail do par, checar o celular dele enquanto está no banho e vasculhar o Facebook só porque ele esqueceu o perfil aberto no computador tem mais a ver com um relacionamento adolescente. Em caso de desconfiança, o diálogo é sempre mais produtivo e respeitoso do que bancar a detetive.

5. Fazer muitas promessas

Prometer demais é sinal de insegurança, o que é comum em início de relacionamento, quando está sendo iniciada uma jornada de descobertas. Mas, com o tempo, essa vulnerabilidade deve diminuir. E em vez de prometer, vocês passam a naturalmente agir demonstrando amor e consideração um pelo outro.

6. Expor as brigas nas mídias sociais

Porque mostra desrespeito de um com o outro e pode enfraquecer o vínculo entre o casal. Fora que, jogar no Face — ainda que em forma de indiretas — a discussão que tiveram em casa abre espaço para julgamentos e pitacos dos outros, o que só complica o desentendimento.

7. Idealizar demais a pessoa

É imaturo, porque a gente sabe que ninguém é perfeito. Não adianta esperar que ela corresponda a todas as nossas expectativas, porque vamos nos frustrar. Também é bom ter cuidado ao tentar se moldar para entrar na expectativa do outro, na ilusão de que, assim, você terá um amor incondicional.

8. Reclamar muito do par

Quem só reclama pode dar a impressão de que o erro está sempre no outro e que a mudança deve vir dele. Mas pessoas maduras saem da posição de vítima e encararam o problema alheio como sendo do casal. É muito adulto reconhecer a nossa parte e parcelas, positivas ou não, nas relações.

9. Sentir ciúme dos amigos do par

Você pode ser mais feliz e leve se não tentar cumprir todas as funções na vida do par. Ter ciúme dos amigos ou comparar-se a eles pode passar a ideia de que você não confia no seu amor. Nem em você mesma.

FONTES: Ariane Miessi, psicóloga clínica. Barbara Simoni Pongeluppe, psicóloga clínica. Rafaella Maria Pereira, psicóloga e psicopedagoga. Silmara Batista Brizoti, psicoterapeuta.Thiago Ribeiro, psicólogo clínico. 

jun22

Segundo uma pesquisa realizada recentemente pelo Ashley Madison – site para pessoas que buscam ter relacionamentos extraconjugais – a ideia de que o principal fator que leva uma pessoa a ser infiel é o sexo está correto. No entanto, será que isso sempre ocorre porque o sexo com o parceiro ou parceira está ruim? Segundo um novo estudo realizado pela Florida State University e publicado no periódico “Journal of Personality and Social Psychology”, ter uma vida sexual positiva no relacionamento pode aumentar a probabilidade de alguém buscar um “affair”.

Para o estudo, os pesquisadores da área de psicologia fizeram um levantamento com 233 casais recém-casados, documentando detalhes íntimos sobre os relacionamentos deles – como satisfação com a relação, comprometimento e fidelidade – ao longo de um período de três anos e meio. Além das informações coletadas, a equipe também aplicou alguns testes com as pessoas que participaram do estudo, e os resultados mostram que os indicadores de que alguém é infiel podem ser surpreendentes.

Em primeiro lugar, as pessoas que se mostraram mais satisfeitas com a vida sexual também mostraram maior propensão a trair o parceiro ou a parceira. De acordo com os pesquisadores, isso sugere que o contato com um bom sexo faz com que as pessoas tenham vontade de buscar cada vez mais experiências sexuais positivas, independente de como se sentem sobre os maridos ou esposas.

Segundo o estudo, outro fator capaz de indicar a probabilidade de alguém trair ou não é o quão atraente a pessoa é. Para mulheres, ser “pouco atraente” as torna mais propensas à infidelidade , enquanto homens “mais atraentes” que as parceiras têm mais chances de cometer uma traição . Além disso, outro dado levantado é de que a vida sexual que a pessoa tinha antes do casamento também indica a probabilidade de ela ser infiel. Homens que tiveram mais relacionamentos curtos têm mais chances de trair, enquanto, para mulheres, a situação se inverte e são aquelas que menos “experimentaram” antes do casamento as mais propensas a ter um “affair”.

Fonte: IG / Link: http://www.portalonorte.com.br/curioso-85537-ter-vida-sexual-boa-aumenta-a-probabilidade-de-traicao.html

jun11

Estudo se concentrou na monogamia para tentar estabelecer os fatores que levam ao sucesso (durabilidade) ou falha, como a infidelidade.

Durante séculos, temos investido no modelo de monogamia como o modo de vida mais difundido em termos de relacionamentos amorosos. Mas, será que a ciência poderia prever o sucesso de uma relação?

Embora existam inúmeros modelos de relacionamento, um estudo, publicado no Journal of Personality and Social Psychology, se concentrou na monogamia para tentar estabelecer os fatores que levam ao sucesso (durabilidade) ou falha, como a infidelidade. O estudo também estabeleceu uma maneira de como evitá-las.

A equipe de pesquisadores, da Universidade Estadual da Flórida, nos EUA, foi a primeira a encontrar evidências de respostas psicológicas que ajudam a evitar a infidelidade, bem como conseguir manter uma relação de longo prazo.

Para isso, eles analisaram os hábitos de 233 casais com uma média de 3 anos e meio de matrimônio, observando detalhes íntimos do relacionamento e levando em conta fatores como satisfação conjugal, compromisso de longo prazo, infidelidade (se houvesse) e, em caso positivo, se ainda permaneceram juntos.

Cada indivíduo foi convidado a avaliar a atratividade de possíveis potenciais casos paralelos ao casamento. Assim, um dos fatores que determinou o sucesso do casal foi a tendência de desvalorizar ou diminuir a atratividade de amantes possíveis, que reduziu o risco de infidelidade e aumentou a probabilidade de manutenção de um relacionamento. Já as pessoas mais fiéis avaliaram as alternativas românticas de maneira muito mais negativa.

De acordo com os pesquisadores, embora o resultado pareça lógico, não é uma resposta racional. “Essas reações são tipicamente automáticas”, explicou Jim McNulty, um dos principais pesquisadores do estudo. “Esses processos são em grande parte espontâneos e sem esforço, e podem ser moldados pela biologia e/ou experiências da primeira infância”.

Logo, os cientistas sugeriram que a fidelidade é algo que pode ser “treinado”.

O estudo também identificou alguns dos cenários prováveis de infidelidade, como idade, satisfação conjugal, satisfação sexual, a atratividade do casal e a histórico de relacionamentos de curto prazo.

Segundo eles, os classificados como mais infiéis foram as pessoas mais jovens, bem como aqueles que estavam menos satisfeitos com seus relacionamentos, resultados que de fato não são surpreendentes.

No entanto, o que aturdiu os pesquisadores foi o fato de que as pessoas satisfeitas com o sexo no relacionamento eram mais propensas a cometer infidelidade. Um dos motivos prováveis considerados é que estas se sentiam mais positivas em relação ao coito em geral e, portanto, o buscavam fora do casamento, independentemente da forma como se sentiam em relação ao parceiro. Em outras palavras, elas valorizavam o sexo de boa qualidade acima da fidelidade.

Outro fator que ajudou os cientistas a prever a infidelidade foi a atratividade. Esta foi negativamente associada à traição entre as mulheres, mas não entre os homens. Isso, segundo eles, significa que as mulheres menos atraentes são mais propensas a ter um caso extraconjugal.

Já no caso dos homens, a questão da atratividade pesou ao contrário, o que significa que eles são mais propensos a serem infiéis quando acreditam que suas parceiras são pouco atraentes.

O histórico sexual também foi avaliado como um preditor de infidelidade. Os homens que tiveram mais parceiros sexuais de curto prazo antes do casamento eram mais propensos a cometer infidelidade. Já no caso das mulheres, quanto menor o número de parceiros, maiores as chances de infidelidade.

Considerando que as taxas atuais de divórcio são de uma a cada três casais, a conclusão dos pesquisadores foi de que “há uma necessidade imperativa de desenvolver novas maneiras para ajudar as pessoas a se manterem em relacionamentos de longo prazo”.

“Com a disponibilidade de redes sociais e, portanto, o acesso mais fácil a um possível relacionamento alternativo, entender como as pessoas evitam a tentação é mais relevante do que nunca para entender os relacionamentos”, escreveram eles no estudo.

A equipe afirmou acreditar que as descobertas podem oferecer estratégias para psicólogos e psiquiatras para ajudar as pessoas a se manterem envolvidas romanticamente com seus parceiros, treinando a capacidade psicológica de cada uma a empregar a desconexão e desvalorização de potenciais casos de infidelidade.

 

Por: Jornal Ciência / Link: http://www.progresso.com.br/caderno-b/variedades/pesquisa-como-ter-um-relacionamento-longo-e-fiel

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