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abr05

Jovem alagoana pediu ajuda para carioca por Facebook.
Eles participavam de projeto em comum e se viram 4 vezes antes de casar.

Encontrar a cara-metade nem sempre é uma tarefa fácil. Há quem diga que o grande amor está no trabalho, na vizinhança ou na faculdade. Mas, e quando ele está em uma rede social? Foi assim que a jovem alagoana Raphaela Queiroz, 21, conheceu o carioca Demóstenes Ramos, 23.

Em dois meses de namoro virtual, Ramos viajou para Maceió e pediu Raphaela em casamento (Foto: Arquivo Pessoal)

A distância de mais de dois mil quilômetros não foi empecilho para o casal que se viu apenas quatro vezes antes de casar. “Nunca tive nenhuma experiência em relacionamento à distância. Nunca imaginei em um dia me casar com uma pessoa que havia conhecido pelo Facebook”, disse Ramos.

Não é novidade que o advento da tecnologia possibilitou que pessoas de diversos lugares do mundo se relacionem.

Um estudo da organização americana Pew Research Center, feito em 2006, mostra que 10 milhões de usuários de internet se dizem solteiros e estão à procura de parceiros românticos.

Destes, 74% disseram ter usado a rede de uma forma ou outra para promover seus interesses românticos. Ainda segundo a pesquisa, cerca de 30 milhões de pessoas dizem que conhecem alguém que tem ou teve um relacionamento de longo prazo ou que casaram com alguém que conheceram on-line.

De acordo com o consultor de tecnologia Valdick Sales, o relacionamento virtual tem sido cada vez mais comum e é uma das melhores maneiras de se relacionar.

Ela não imaginava que eu fosse tão alto e nem eu que ela fosse tão pequena.Demóstenes Ramos, 23

“No ambiente virtual, as pessoas primeiro conhecem as outras como elas são. Ou seja, ela conhece a pessoa primeiro para depois se relacionar. É mais seguro do que conhecer alguém em uma balada, onde o casal se envolve primeiro e depois é que se conhecem”, opinou.

Além da internet, foi a música que dissolveu as fronteiras e aproximou a universitária Raphaela e o publicitário Ramos. Os dois participavam de um projeto social em comum, que existe em todos os estados do Brasil, e Raphaela precisava de uma música do projeto para um evento.

“Procurei ele e outros integrantes para saber se tinham a música que eu precisava. Mas o Demóstenes foi o único a me ajudar. Ele não tinha a música, mas ficou procurando junto comigo até eu achar. Pediu meu telefone para me avisar caso encontrasse e me ligou no mesmo dia para puxar assunto”, contou Raphaela.

A partir de então, as trocas de fotos, videochamadas e as longas conversas por telefone e redes sociais passaram a ser constantes na vida do casal. Para que o relacionamento desse certo, eles decidiram que a sinceridade e confiança seriam fundamentais.

“Eu e Raphaela conversávamos todos os dias por horas, no início é complicado, pois na mente fica um conflito em acreditar ou não, mas passei a acreditar em suas palavras. Expusemos nossas qualidades e principalmente os defeitos, e nos comprometemos a fazer dar certo, confiando um no outro”, disse Ramos.

A primeira vez que o casal se viu, percebeu uma diferença gritante, que não era possível perceber em fotos ou vídeos. Raphaela tinha 1,53 metros de altura e Ramos 1,91. Além de alto, ele era forte e ela, magra.

“Nossa diferença de altura e porte físico era bastante acentuada. Sabíamos da diferença, mas não imaginávamos que fosse tanta, afinal esse tipo de detalhe não dá pra ter muita noção nas fotos”, afirmou Ramos.

O casal se viu após dois meses de namoro à distância. E, o amor foi tanto que Ramos já viajou com as alianças para pedir Raphaela em noivado.

Segundo ele, não fazia muito sentido namorar à distância por muito tempo, já havia dentro dos dois uma convicção do que queriam, mesmo parecendo precipitado para muitas pessoas.

“Sempre fui uma pessoa de atitude, e quando descobri que realmente estava não apenas gostando, mas aprendendo a amá-la, logo a pedi em noivado, comprei minha passagem e fui ao seu encontro com o par de alianças na minha bagagem. Minhas atitudes e confiança fizeram com que ela aceitasse. Eu confiei nessa relação por nós dois”, relembrou.

Mas como nem tudo é um mar de rosas, as dificuldades vieram. Segundo Ramos, conquistar os avós da Raphaela foi muito difícil. Porém, o desejo de ficarem juntos foi mais forte.

“Lembro no primeiro dia que fui a casa dela, parecia um julgamento onde eu era o réu, ela a vítima e os avós dela os juízes. Mas, por fim, mostrei quem eu era de fato, e hoje eles me têm como um filho”, contou.

“Os meus avós pensavam que ele poderia ser tudo (estuprador, assassino, falsário) por causa das notícias que a mídia conta sobre esse tipo de relacionamento. Meu avô, que é do interior e nunca teve contato direto com a internet, só acreditou que nós iríamos casar na semana do casamento”, completa Raphaela.

Depois da primeira etapa vencida, a saudade passou a ser outra pedra no caminho do casal. “Sempre que podia, a cada três ou seis meses ia visitá-la. Mas foram tempos complicados. A pior parte é quando ela tinha que me deixar no aeroporto, onde a despedida era uma tortura, parecia um sonho ruim na hora de partir”, relatou Ramos.

O casal ficou noivo durante um ano e três meses e a quinta vez que se viram já foi no casamento. Eles estão casados há um ano e cinco meses e a jovem foi morar no Rio de Janeiro.

Segundo Valdick Sales, apesar de muitos relacionamentos via redes sociais darem certo, é necessário ter alguns cuidados na hora de conhecer alguém.

É importante lembrar que o ambiente virtual é uma réplica da sociedade, onde existem pessoas boas e más.

“A pessoa tem que estar atenta às normas do ambiente. Se conheceu alguém, deve marcar o encontro em local público, pois é mais seguro”, alerta.

O consultor também aconselha que é bom conhecer os amigos do pretendente. “Se a pessoa estiver bem intencionada, vai querer que você conheça os amigos dele. Outra coisa fundamental é os pais saberem quem é a pessoa. Para a segurança, todo mundo tem que estar sabendo dessa relação via tecnologia”, completa.

Fonte: Do G1 AL / (Foto: Arquivo Pessoal)

mar20

Pesquisadores investigam se casais que se parecem são mais ou menos felizes.

Um casal de noivos posta durante o eclipse lunar total em Brasília — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Das muitas espécies monogâmicas encontradas na natureza, como alguns pássaros e peixes, estudos têm mostrado um padrão: pares semelhantes são mais bem-sucedidos na reprodução de sua linhagem.B

Pela lógica, essa vantagem evolutiva também poderia ocorrer no caso de humanos.

E, de fato, psicólogos e outros especialistas têm defendido há tempos que semelhanças entre casais são provavelmente benéficas, uma vez que os parceiros compartilham dos mesmos valores, objetivos de vida e visões de mundo. No entanto, por mais intuitiva que essa ideia pareça, as tentativas de comprovar cientificamente essa hipótese falharam.

Agora uma equipe de psicólogos da Universidade de Amsterdam, na Holanda, acredita ter a resposta. O grupo desenvolveu uma abordagem bem mais sofisticada e mais atenta a nuances do que as pesquisas anteriores.

A pesquisa se baseia no modelo dos “Big Five” (ou Os Cinco Grandes Fatores) da personalidade humana. Trata-se de uma teoria comumente aplicada pela psicologia que mede os níveis de cinco características do indivíduo: “extroversão” (extraversion), “neuroticismo” (neuroticism), “agradabilidade” (agreeableness), “conscienciosidade” (consciousness) e “abertura a experiências” (openness).

Os resultados mostram que a semelhança entre parceiros realmente importa – especialmente na característica de “agradabilidade” -, mas que, em alguns casos, a “combinação perfeita” não é a que traz maior bem-estar ao casal.

Sobre o quanto essas semelhanças afetam os relacionamentos, a pesquisadora-chefe Manon van Scheppingen e seus colegas explicam que quase todas as pesquisas anteriores tiveram uma abordagem do “tudo ou nada”, sem levar em conta algumas questões mais sutis.

Por exemplo, o senso comum sugere que, se ambos os parceiros têm alta “conscienciosidade” (ligada à autodisciplina), a semelhança nesse caso é benéfica.

Mas se um dos cônjuges tem um nível mais baixo dessa característica, segundo a especialista, talvez seja melhor para o relacionamento que o outro tenha o traço mais acentuado, promovendo uma espécie de efeito compensatório benéfico para o casal.

Semelhança e bem-estar

A equipe de Van Scheppingen analisou informações como traços de personalidade, bem-estar e satisfação de milhares de casais americanos em relacionamento duradouros. Eles levaram em conta a pontuação relativa dos indivíduos em cada um dos cinco traços de personalidade básicos.

Assim como em outras pesquisas, esse grupo mostrou que o mais importante no bem-estar do casal é o efeito direto da personalidade de cada um.

Ou seja, indivíduos tendem a ser mais felizes se o parceiro ou ele próprio for mais agradável, colaborativo e menos neurótico (o que é consistente com o que se sabe da correlação entre traços de personalidade e níveis de felicidade).

No entanto, ao contrário de pesquisas anteriores, isso não conta a história toda.

A equipe descobriu que a comparação entre os níveis das características do casal também pesa de forma moderada, mas relevante. Ou seja, uma combinação muito perfeita das características geralmente não é benéfica.

Por exemplo, ter o mesmo nível de extroversão que o parceiro ou parceira não é o ideal para o bem-estar do casal – o mais adequado é que um seja mais extrovertido do que o outro. Casais com baixa conscienciosidade também podem encontrar dificuldades – o ideal é que pelo menos um deles tenha um nível relativamente alto do traço.

A exceção, apenas no caso das mulheres, é a agradabilidade: um traço associado a confiar no outro e ter mais empatia.

A maior similaridade com o parceiro é vista como a situação ideal, de forma que ela sinta mais apoio no relacionamento. Um fator menos decisivo, mas que afeta ambos os sexos, é o grau de semelhança para “abertura”: um traço associado a aproveitar novas experiências e apreciar arte e cultura.

Van Scheppingen e sua equipe acreditam que essa semelhança seja benéfica porque a abertura tem relação com valores e política (quanto maior a abertura, mais forte a sua orientação liberal, por exemplo).

A semelhança, dessa forma, poderia garantir “menos conflitos nas visões e ações dos cônjuges, o que poderia promover mais bem-estar na relação”, escreveram os pesquisadores.

Semelhança e duração

Um artigo de 2013 avaliou a semelhança de casais e a duração dos relacionamentos.

Sem dúvida, a longevidade da relação é uma medida mais objetiva do que a percepção de bem-estar e a sensação de apoio do parceiro. Beatrice Rammstedt, do Instituto Gesis Leibniz para Ciências Sociais na Alemanha, aplicou quase cinco mil questionários de personalidade de casais alemães e os acompanhou por cinco anos.

Sua equipe descobriu que os casais que eram mais parecidos em traços de abertura tinham mais chances de permanecer juntos.

Esses não são os únicos estudos que revelam algum benefício na semelhança dos casais. Uma pesquisa publicada em 2017 no Journal of Research in Personality mostrou que mulheres se beneficiam quando os níveis de abertura são semelhantes aos de seus parceiros – a situação ótima era quando ambos tinham níveis moderados de abertura.

Outra pesquisa do mesmo periódico descobriu que a semelhança entre casais era útil no caso de indivíduos ansiosos por vínculo – aqueles que temem ser abandonados.

Outros fatores para além dos traços de personalidade são relevantes.

Paulina Jocz e sua equipe da Universidade de Varsóvia mostraram, por exemplo, que casais são mais felizes se compartilham do mesmo cronotipo – ou seja, se são ambos diurnos ou noturnos. Os casais demonstraram mais satisfação sexual, inclusive, se se assemelham em que período do dia ou da noite preferem fazer sexo.

Outro estudo mostrou que as mulheres eram mais felizes em seus relacionamentos quando compartilhavam da mesma orientação política que seus parceiros. E tanto homens quanto mulheres eram mais satisfeitos se o casal desse o mesmo peso a valores como liberdade e independência.

Esses estudos buscam comparar a semelhança de companheiros da forma mais objetiva possível.

Mas claro que as percepções subjetivas e o sentimento pelo parceiro são tão importantes quanto – talvez até mais. Com relação a isto, psicólogos têm analisado a sensação de compartilhar a identidade com seu parceiro ou sua parceira, ou o que Courtney Walsh e Lisa Neff, da Universidade do Texas, em Austin, chamam de “fusão de identidade”.

Em um experimento que estuda os recém-casados, elas descobriram que os indivíduos que sentiam um senso de identidade compartilhado com o do cônjuge tendiam a ter mais confiança no relacionamento e a lidar de maneira mais construtiva com as turbulências conjugais.

Seria interessante saber como as percepções de uma identidade compartilhada interagem com a semelhança entre casais. Afinal, se for possível chegar a um nível de companheirismo em que você e seu parceiro se tornaram um, parece provável que as questões de semelhança e diferença se tornarão secundárias.

Por BBC

fev25

1 – Os motivos por trás do flerte


Paqueramos por seis razões: sexo; diversão; test-drive de como seria estar em um relacionamento; tentativa de melhorar a autoestima; busca de melhorar o relacionamento atual; e como uma maneira de conseguir algo da pessoa com quem se está flertando.

No estudo que elencou essas motivações, o pesquisador descobriu também que homens costumam flertar mais por motivos sexuais mesmo e que as mulheres geralmente flertam querendo entrar em relacionamentos sérios.

2 – Casais também precisam flertar


Quando falamos em paquera, tendemos a pensar nesse jogo de sedução como algo comum a pessoas solteiras, mas a verdade é que quem é casado ou está há muito tempo em um relacionamento sério precisa paquerar também.

Um estudo de 2012 avaliou a vida amorosa de 164 pessoas casadas e os resultados mostraram que casais geralmente sussurram no ouvido de seus parceiros como uma forma de manter e enfatizar a intimidade.

3 – Sobre o melhor jeito de puxar conversa


Uma pesquisa realizada a partir das respostas de 600 pessoas revelou que homens tendem a preferir abordagens diretas como “gostei de você, posso te pagar uma bebida?”. Mulheres, por outro lado, gostam de cantadas mais sutis e também de aproximações que comecem de forma despretensiosa, perguntando se ela gosta de determinada banda, por exemplo.

4 – Sobre as perguntas que se faz


Se a ideia é ir além do flerte de um dia só, fique atento ao tipo de pergunta que você faz à pessoa que está na sua mira. Questionar assuntos mais pessoais e emotivos geralmente cria conexões mais fortes entre as pessoas, então, em vez de investir em conversinhas de elevador, busque fazer perguntas mais intrigantes como “qual é o papel que o amor tem na sua vida?” e “que assunto é sério demais para que alguém faça piada sobre ele?”.

5 – Os homens superestimam o interesse feminino


Em relacionamentos heterossexuais, homens interpretam o interesse feminino com exagero e mulheres tendem a subestimar a forma como interpretam as demonstrações masculinas de interesse sexual. Basicamente, os meninos tendem a acreditar que mulheres estão interessadas mesmo quando elas não estão e mulheres tendem a não perceber quando um homem está demonstrando interesse. Assim complica!

As explicações para isso podem estar no fato de que homens são criados social e culturalmente de maneira a enxergar mais sexo em suas rotinas enquanto as mulheres são levadas a pensar e agir de modo mais discreto quando o assunto é sexo.

6 – Nosso gênero define o que consideramos atraente


Homens consideram mais atraentes as mulheres que têm expressão de felicidade – elas, por outro lado, consideram a felicidade como um dos aspectos menos relevantes em termos de atração.

Para as mulheres, a expressão facial masculina de orgulho é considerada a mais atraente – os cuecas, no entanto, não enxergam essa mesma expressão como atraente nas mulheres. Em ambos os gêneros, a expressão de vergonha parece exercer grande poder de atração. Essas conclusões fazem parte de um estudo realizado em 2011, pela psicóloga Jessica Tracy, da Universidade da Columbia Britânica.

7 – Um toque de leve pode ser a cereja do bolo na hora do flerte


Não se trata de ser invasivo nem de demonstrar intimidade com alguém que você nem conhece direito – é preciso ter noção, hein! Um estudo realizado em 2004 fez com que 20 homens abordassem mulheres na rua, pedindo seus números de telefone: na metade do tempo, eles apenas faziam a abordagem e o pedido; depois, tocavam o antebraço das mulheres com as quais falavam. Os resultados mostraram que os homens tiveram mais sucesso quando tocavam de leve o braço das mulheres abordadas.

8 – Para se dar bem no flerte, não é preciso ser a pessoa mais bonita do recinto


Se você costuma testar seus dons de sedução em bares, baladas e afins, saiba que as pessoas tendem a abordar não necessariamente as figuras mais bonitas do local, mas as que fazem mais contato visual com os outros e sorriem mais.

Fonte: www.megacurioso.com.br / Por  EQUIPE MEGACURIOSO

fev11

Algumas atitudes em relação ao outro se tomadas em público podem enfraquecer o relacionamento

Respeito. Eis uma das palavras mais importantes dentro de um relacionamento amoroso. É fundamental que o casal lembre sempre de tratar o outro como deseja ser tratado. Por isso, se você não gosta de exposição da intimidade de vocês, porque então alardear em público e aos quatro cantos as fraquezas que seu parceiro tem? Ou critica-lo frequentemente para seu grupo de amigos? Conheça algumas atitudes como essas que são prejudiciais enfraquecem o compromisso que vocês têm um com o outro.

1.Críticas excessivas

Fazer uma crítica construtiva que o ajudará a se superar em uma atividade, tudo bem. Mas criticar tudo o que o outro faz, rebaixá-lo e mostrar desprezo por quem ele quer ser, é tóxico. Além disso, essa postura mostra que o seu relacionamento não é um lugar seguro para ele estar.

2.Não faça do outro um saco de pancadas

Piadas depreciativas, que não fazem rir, mas machucam ao mostrar que você não se importa com aquela pessoa que faz parte diariamente de sua vida. Ao sinal de que as supostas brincadeiras passaram a ser ofensivas, parem e conversem para ver os limites.

3.Evite compartilhar detalhes da sua vida amorosa com outras pessoas

Problemas todos têm. Mas não é preciso que todo o círculo de amigos de vocês saiba das faltas, incertezas e mesmo discussões que acontecem entre o casal. A não ser que seja um casal de confiança, a quem seja importante pedir conselhos, não saia mostrando detalhes da vida íntima de vocês para todo mundo. Isso faz com que a confiança seja perdida.

4.Não trate o outro como uma criança

Evite dar instruções do que seu parceiro deve ou não fazer. Pode não parecer para aquele que “está coordenando”, mas para o outro é como se ele não fosse capaz de realizar uma simples tarefa. Se precisar ensinar algo, mostre com carinho como você gostaria que ele fizesse. Não saia mandando e desmandando, como se o seu parceiro ainda não tivesse nem aprendido a andar.

5.Pare de contradizer seu parceiro em público

Quando o outro estiver falando, e isso é uma dica para qualquer relacionamento social, não interrompa. E não corrija também. Ele disse algo errado? Espere o momento oportuno e lhe aconselhe sobre como deve ser dito na próxima vez. Corrigir o outro em frente às pessoas ou atropelar uma conversa é humilhante e desrespeitoso.

Fonte: www.semprefamilia.com.br

jan14

Nenhuma das razões alegadas contra as relações matutinas mudam o fato de que nosso corpo está mais disposto na primeira hora do dia

Parece que nos empenhamos em deixar o sexo para a noite. Um costume que não só nos tira tempo de descanso como prejudica nosso desejo sexual. Em vez disso, deveríamos nos habituar a praticá-lo pela manhã. Algo que não só pode melhorar nosso ânimo ao despertar, como tem uma série de efeitos positivos para nossa saúde física e psicológica.

É o que explica Carlos San Martín Blanco, coordenador Nacional do Grupo de Trabalho de Sexologia da Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN): “Apesar de culturalmente a prática de relações sexuais costumar ser mais habitual à noite, esse momento do dia não é exatamente o mais indicado”. As razões, diz, são óbvias: “O cansaço acumulado do dia todo e a expectativa de acordar cedo no dia seguinte”. E afirma que o momento de despertar, na primeira hora da manhã, é mais adequado.

Os hormônios sexuais aumentam pela manhã
E não é bobagem: a manhã é mais adequada para o sexo fisiologicamente falando. “É quando chegamos aos níveis mais altos de hormônios diretamente envolvidos em nosso desejo e rendimento sexual, como a testosterona, o estrógeno e a oxitocina.” Uma questão nada desprezível, já que o aumento da testosterona, segundo estudos, melhora tanto a libido como a ereção masculina. E o estrógeno, na verdade o estradiol, favorece o desejo e o comportamento sexual das mulheres.

“Em outros momentos do dia, sobretudo a partir do meio da tarde, os níveis desses hormônios vão caindo segundo o ritmo circadiano”, esclarece o especialista. Isso significa que, apesar de “fisiologicamente conseguirmos responder perfeitamente, não estamos em condições ideais”. E tudo isso se soma ao fato de que “o cansaço derivado de nossas atividades diárias pode influir no rendimento físico de nossa resposta sexual”.

Diminui o estresse e favorece a saúde cardiovascular
Outra questão a levar em conta é que uma sessão de sexo funciona como um ansiolítico natural, afirma a sexóloga Laura Marcilla: “Ajuda a diminuir o estresse”. Cabe lembrar que o estresse e a ansiedade são fatores que influem em doenças como a obesidade, razão pela qual um estudo realizado em The Rockefeller University de Nova York (EUA) concluiu que “a capacidade de aplicar sistemas de recompensa diante do estresse pode ser explorada como um meio de reduzir a contribuição do estresse vital para a epidemia de obesidade e outros transtornos relacionados a ele”. E um desses sistemas de recompensa pode ser o sexo.

Além disso, lembra Laura Marcilla, “o sexo é um bom mecanismo para liberar endorfinas —como a dopamina e a ocitocina— que nos ajudam a nos sentir felizes, relaxados e unidos a nosso parceiro ou parceira”. Apesar de este benefício poder ser obtido a qualquer hora do dia, a diferença de praticar durante a manhã ou à tarde é que “o aumento da primeira hora é mais efetivo para enfrentar os conflitos que podem surgir ao longo do dia”, afirma a especialista.

O sexo também é uma boa atividade cardiovascular e, de fato, na Fundação Espanhola do Coração afirma-se que “a prática sexual de forma periódica ajuda a reduzir as probabilidades de se sofrer um infarto”. E lembra que “a atividade sexual está relacionada à prevenção de doenças porque eleva o nível de imunoglobulina, o que protege de infecções e favorece uma maior resistência às doenças”. Apesar de Marcilla esclarecer que não podemos usar o sexo como substituto dos exercícios, “realmente serve como complemento”.

Os ‘poréns’ do sexo matutino e suas soluções
Mesmo com todos esses benefícios, sempre há quem encontre um ou vários poréns para se deixar levar pela paixão na primeira hora da manhã e se apoiam em questões como o hálito matutino, a vontade de continuar dormindo ou a falta de tempo. Todas são fáceis de resolver, afirma a especialista: para o problema do hálito, basta deixar uma balinha mentolada no criado-mudo de noite ou escolher posições que não exijam estar frente a frente com o parceiro; quanto ao sono, praticar um sexo mais suave e pausado, que nos ajude a passar de forma tranquila e divertida do sono para a vigília; e para a falta de tempo, colocar o despertador para um pouco antes, tomar banho juntos para ganhar tempo e brincar no processo e preparar na noite anterior todo o necessário para a manhã seguinte, e assim por diante”.

Além disso, a especialista explica que há casais que têm outras dificuldades, como a luz: “Apesar de certas pessoas gostarem de fazer em plena luz do dia, outras não se sentem à vontade em fazer sexo com uma luz muito intensa e preferem a penumbra”. Nesse caso, “as persianas ou cortinas grossas seriam suficientes para derrubar esse pretexto”. No entanto, mas do que evitar a luz, a sexóloga aposta em superar esse impedimento, sobretudo se a motivação está na pessoa “não se sentir à vontade com o próprio corpo”.

Por último, a sexóloga reflete sobre uma questão que considera a mais difícil de superar: “Não ter parceiro ou não conviver com ele”. No entanto, também tem solução. “A masturbação a sós também é uma atividade perfeitamente válida e plenamente satisfatória, que oferece igualmente muitos dos benefícios antes mencionados”, conclui.

Fonte: El País / Por SILVIA C. CARPALLO

dez26

“Traição é traição, romance é romance, amor é amor e um lance é um lance”, já diria o funk dos Hawaianos; mas será que, na prática, é assim que funciona?

Que lindo seria se a vida a dois fosse exatamente como descrita nas histórias de amor clichês: o casal se conhece, flerta, se apaixona, namora, casa e é feliz para sempre. Mas sabemos que, no mundo real, é muito difícil seguir essa ordem, muito menos esse padrão. E, mesmo quando se passa por todas essas etapas, ainda há a possibilidade de viver turbulências, que incluem problemas como decepção, briga, ciúme e traição.

Esse último item, inclusive, é bastante temido por quem vive um relacionamento, sendo o motivo de muitas separações. Isso porque, para a maioria das pessoas, a traição é encarada como o fim do amor, da cumplicidade e do respeito.

Mas será que trair significa tudo isso mesmo? Para Ruben Buell, presidente do Ashley Madison , um site desenvolvido para ajudar pessoas a encontrar parceiros para um relacionamento extraconjugal, nem sempre ter um amante significa que tudo está perdido.

“Muitos dos nossos usuários contam também que quando eles tiveram um caso extraconjugal muitas vezes eles retornam para o seu cônjuge melhores como companheiros, parceiros, pais e o casamento fica melhor”, afirmou, em entrevista prévia ao Delas.

A história da publicitária Maria*, de 27 anos, é a prova de que uma relação fora do matrimônio não é sinônimo de término. Casada há dois anos, ela e o marido não estavam tendo nenhum problema aparente no relacionamento. No entanto, a convivência tinha entrado na mesmice e a “perdido a graça”, como ela mesmo define.

“Sempre soube que eu amava meu marido, mas estava querendo muito em viver uma aventura. Senti a necessidade de buscar por outra pessoa e a oportunidade aconteceu”, conta. Segundo Maria, a experiência só colaborou para que o casamento melhorasse.

“Vivi o que tinha que viver e acabou. Isso me ajudou a entender melhor o que eu buscava para mim mesma e para meu relacionamento. Voltamos a nos interessar um pelo outro e a dialogar sobre o que fez o casamento esfriar. Hoje estamos melhores do que antes”, revela.

Amor x Traição

Muitas vezes a “pulada de cerca” não tem relação com amor, de acordo com quem já teve essa atitude. “Fui muito criticada por minhas amigas quando contei que traí meu ex-namorado. A maioria me aconselhou a terminar, tentaram me convencer de que eu não o amava mais. Mas eu não queria terminar porque não foi por falta de amor que o traí. Foi uma situação muito mais ‘carnal’ do que sentimental”, revela Ana*, pedagoga, de 25 anos.

Ana conta que chegou a confessar ao ex-parceiro que o tinha traído, mas a reação dele não foi compreensiva como ela esperava. “Achei que ele entenderia, já que ele também já havia me traído no início do relacionamento e eu perdoei. Hoje penso que ele não soube  perdoar uma traição  e por isso terminamos”, conta ela, que se não fosse pela vontade do ex-companheiro de separar, estaria namorando com ele até hoje.

“O que nossos usuários dizem é que a vida não é o conto de fadas da Cinderela que costumamos ouvir. Depois de muitos anos de casamento, algumas coisas vão muito bem, eles continuam amando o parceiro, e há outras coisas que já não vão tão bem, algumas deixam de existir e uma delas é o sexo”, analisa Ruben.

De acordo com o presidente do Ashley Madison, muitos dos usuários da ferramenta admitem ter ido procurar ajuda antes de partir para a infidelidade . “Foram para terapia de casais, conversaram com o parceiro sobre isso e ainda assim continuam em uma relação na qual o sexo não faz parte e eles não querem continuar com essa ausência na vida deles tendo 35 ou 40 anos de idade”, afirma.

Traição é “popular” no Brasil

É claro que ninguém começa um relacionamento pensando em trair. Mas refletir sobre a atitude pode ser interessante, tendo em vista que essa é uma prática bastante comum. Um levantamento feito pelo site aponta que mais de 100 mil pessoas do mundo todo se inscrevem na plataforma a cada semana.

São Paulo é a cidade com o maior número de usuários que buscam a traição em todo o planeta, com mais de 1,6 milhão de membros, seguida de Nova York e Rio de Janeiro. Além disso, Brasília, capital do país, aparece em 8º lugar. “Isso mostra que a natureza humana não foi construída para relações monogâmicas. Parece que é algo que as pessoas têm como conflito no mundo todo”, fala Ruben.

Diferente de outros países, o Brasil tem quase o dobro do número de mulheres em relação a homens no site, com uma proporção de 1,91  mulheres ativas para cada 1 homem ativo. De acordo com Ruben, as mulheres estão buscando mais prazer e satisfação em seu lado romântico e, quando não estão conseguindo isso no casamento, se sentem encorajadas o suficiente para buscar em outro lugar, como um site de relacionamentos extraconjugais.

“Nós consideramos que isso é algo relacionado à afirmação feminina. A mulher está mais forte e decidida a assumir a sua própria vida, inclusive no sexo”, comenta.

“Todo mundo já traiu ou foi traído”

“Todo mundo já traiu ou foi traído. Não tem muito jeito de escapar. Por isso acho que as pessoas deviam parar de ser hipócritas e encarar a traição como um obstáculo que pode ser superado sim, caso ainda haja amor e vontade de ficar junto”, analisa Maria.

Contudo, nem todo mundo que trai concorda que é possível continuar. A fisioterapêuta Bruna*, de 29 anos, conta que com ela a situação foi diferente e, para ela, o caso fora do relacionamento foi um divisor de águas. “Eu só tive coragem de aceitar que não amava mais meu namorado quando o traí.”

Ela conta que nunca tinha tido interesse por outros homens, mas desde que começou a se relacionar com um rapaz do seu trabalho passou a prestar atenção no que sentia pelo parceiro.

“No começo, ficava tentando me convencer de que estava vivendo uma aventura que teria fim em breve e tudo continuaria igual. Mas logo comecei a querer ficar com outras pessoas… o namoro ficou insustentável e terminei”, diz Bruna.

Independente dos exemplos citados, é preciso deixar claro que não existe um fórmula mágica que define se a traição deve ou não ser relevada. Cada caso é um caso, e não há ninguém mais indicado para avaliar qual decisão tomar se não você mesma.

*Os sobrenomes foram omitidos a pedido das mulheres

Fonte: Delas – iG @ https://delas.ig.com.br/amoresexo/2018-12-24/traicao-tem-a-ver-com-amor.html / Foto: shutterstock

 

nov30

1 — Fazer sexo ajuda você a respirar melhor 

Boa notícia para os asmáticos: fazer sexo é como mergulhar em uma piscina de anti-histamínico, o que, por sua vez, melhora a qualidade da sua respiração e diminui os efeitos da asma.

 

2 — Você fica com uma aparência mais jovem

Deixe de lado os cremes que prometem rejuvenescer sua pele e aposte em uma bela rodada de sexo, se tiver como. Um estudo envolvendo 3.500 pessoas com idades entre 18 e 102 anos descobriu que pessoas que faziam sexo tinham menos níveis de estresse, demonstravam maior contentamento com a vida, dormiam bem e aparentavam ser mais jovens. Ou seja: bora!

 

3 — Seu corpo se defende melhor de algumas doenças

Manter uma rotina sexual de uma ou duas vezes por semana aumenta em 30% a sua produção de imunoglobulina A, que faz com que seu sistema imunológico trabalhe superbem. Além disso, já é sabido que uma vida sexual ativa diminui seus riscos de desenvolver alguns tipos de câncer, doenças cardíacas e, inclusive, de ter um derrame. Como se isso já não fosse bacana o suficiente, fazer sexo também ajuda você a se livrar daquela gripe chata.

 

4 — Fazer sexo queima calorias

Isso você já deveria saber, né? Mas vamos aos números, então: depois de 20 minutos de ação entre os lençóis, você já vai ter queimado cerca de 100 calorias, o que já é bastante coisa, viu.

 

5 — A dor vai embora

Aqui a dica é para as mulheres mesmo: estímulos vaginais acabam por aumentar a tolerância à dor, e estimular o clitóris especificamente é o mesmo do que tomar um analgésico. Isso vale especialmente para cólicas menstruais, dores de artrite e dor de cabeça.

 

6 — Fazer sexo com frequência aumenta sua expectativa de vida
Olha só que coisa boa: um estudo galês revelou que o risco de morte em homens que fazem sexo pelo menos duas vezes por semana é 50% menor em relação aos que não têm uma vida sexual muito ativa. A pesquisa contou com dados relacionados a idade, classe social e tabagismo, mas mesmo assim ficou claro que quanto mais a pessoa faz sexo, melhor.

 

7 — Aquela sensação de bem-estar vem para ficar

Quando o sexo é bom para todos os envolvidos, o que fica depois do ato é aquela sensação de felicidade e bem-estar que a gente tanto gosta. Uma pesquisa realizada nos EUA com mais de 1.800 pessoas descobriu que o orgasmo promove uma grande liberação de ocitocina e endorfina, que são substâncias sedativas. É por isso que depois do sexo com orgasmo as pessoas ficam com sono e se sentem bem.

 

Fonte: Reader’s Digest/Josephine Brouard / De Mega Curioso

nov20

Fatores psicológicos têm ganhado espaço na lista de causas das disfunções sexuais masculinas.

No ano passado, o Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) divulgou uma pesquisa sobre o perfil sexual dos brasileiros, em que 95,3% dos participantes consideravam sexo algo importante ou muito importante.

O estudo, batizado de Mosaico 2.0, foi coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do IPq e ouviu 3 mil homens e mulheres de 18 a 70 anos em cinco regiões metropolitanas, incluindo a de Porto Alegre. Quando o questionário abordou as preocupações sobre sexo, as mulheres voltaram suas respostas à possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Entre os homens, o maior receio apresentado foi não satisfazer a parceira. E no detalhe dessa resposta pode estar a causa de parte das disfunções sexuais masculinas que hoje chegam aos consultórios de psicólogos e especialistas de áreas ligadas à saúde do homem: fatores psicológicos.

No gigantesco balaio chamado “fatores psicológicos” estão velhos conhecidos dos médicos, como traumas, depressão e ansiedade, mas a vida contemporânea tem cobrado seu preço na cama. O estresse e a própria mudança de postura das mulheres em relação a sua sexualidade colocaram o homem numa crise de identidade, pela qual busca redefinir seu papel na sociedade e nas relações afetivas.

Se em outros tempos o prazer da parceira pouco importava e a virilidade do homem se media pelo número de filhos, hoje saíram debaixo dos lençóis outras questões para as quais boa parte deles não foi educada a enfrentar, como lidar com as próprias emoções e as da parceira. Psicóloga especialista em aconselhamento familiar e saúde mental, Auriciene Araújo Lidório, de Londrina (PR), reconhece em muitos pacientes com disfunções sexuais a figura de um homem em busca de identidade, que tenta amar e ser amado, querer, receber e dar prazer e satisfazer o outro não só sexualmente, mas intelectualmente, afetivamente e psicologicamente.

– A palavra satisfação é a grande questão, e o mundo do desempenho sexual é envolvido pelo mundo das emoções. O homem que está sendo convocado atualmente não pode só ter um carro, uma moto e uma conta. Ele é um homem emocional. Mais do que nunca, o desejo deles é atravessado pelo da mulher, e o desejo delas está mudando – diz.

Para Auriciene, as disfunções sexuais, como dificuldade de ter ou manter uma ereção, falta de desejo ou ejaculação precoce podem ser reações orgânicas para um problema psicológico sufocado e negligenciado pelos homens exatamente por estarem inseridos em uma sociedade em que saúde mental é tratada como “frescura”. Quando se reflete na vida sexual, eles resolvem dar atenção ao sinal de alerta.

– Entendo que, muitas vezes, esses problemas são a comunicação de um corpo que está calando outros problemas – avalia a psicóloga.

Autor do livro Ereção e Falha, Falhou por quê?, o andrologista Sergio Iankowski costuma observar e registrar as situações que levam os homens ao consultório dele em Porto Alegre. Diante de tantas causas psicológicas, não pensou duas vezes em apoiar seu trabalho clínico em um psicólogo. A demanda de queixas por problemas de ereção, diminuição da libido e ejaculação precoce chega via pacientes de diferentes idades, e não raro a mulher está à frente da busca por ajuda.

– Geralmente, eles chegam aqui porque a parceira reclamou, e eu acho essa crítica muito inteligente. Há homens que convivem por anos com essas disfunções e não procuram ajuda – diz Iankowski.

A resposta dos homens à pesquisa do IPq também vai ao encontro de outro problema com o qual o andrologista depara no dia a dia de consultas: a ansiedade sexual. Homens com uma vida normal na cama levam um baque quando “falham” pela primeira vez. Essa falha pode ser pontual, motivada por questões momentâneas, mas eles ficam tão preocupados que comprometem o desempenho em futuras relações, sem ter um problema orgânico ou psicológico que justifique.

– O medo de falhar é tão alto que provoca uma descarga de adrenalina, que é um vasoconstritor, e não consegue ter a ereção – explica o médico.

Sexo saudável exige corpo saudável

Apesar de os fatores psicológicos estarem muito associados às disfunções sexuais masculinas, as causas orgânicas têm papel importante nessas ocorrências e precisam ser consideradas pelos homens. A urologista Nancy Tamara Denicol, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia na seccional do Rio Grande do Sul, ressalta que, a partir dos 50 anos, nota-se mais dificuldades de ereção, o volume de ejaculação pode diminuir e o tempo para uma segunda ereção por vezes também aumenta. É nesta fase que se observa a incidência maior de hipertensão, diabetes e síndromes metabólicas, que ampliam os riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares.

Nesse contexto, os médicos costumam examinar a saúde geral dos pacientes para compreender as causas da disfunção sexual, que podem ser psicológicas, mas também ter ligação aos níveis de testosterona, à vascularização do pênis, entre outros. Esses problemas ainda podem ser comorbidades (doenças relacionadas) ou consequência do uso de medicamentos específicos, como antidepressivos e ansiolíticos, ou de tratamentos e cirurgias, como a retirada da próstata em casos de câncer.

Por esse leque de possibilidades, automedicar-se com o intuito de resolver a questão não parece ser uma boa saída.

O andrologista Sergio Iankowski lembra que a chegada do Viagra duas décadas atrás – e o sucesso que fez – serviu para acabar com a ideia de que as disfunções sexuais são incomuns ou problema de meia dúzia de desafortunados. Por outro lado, muita gente consumiu a pílula azul sem o devido cuidado e orientação.

– Dessa forma, não está se tratando a causa, e é possível até que essa automedicação piore certos quadros e crie uma dependência no paciente – alerta o médico.

Nem vergonha, nem exclusividade de poucos

As disfunções sexuais masculinas podem ir da falta de desejo sexual, a dificuldades de ter ou manter uma ereção até a impotência completa. Em qualquer um dos casos, é o médico que deve diagnosticar. Uma simples “falha” não significa necessariamente um problema, porém, se há ocorrências frequentes, é fundamental conversar com um especialista, porque o diagnóstico precoce amplia as chances de sucesso do tratamento. Esquivar-se da ajuda não só atrasa a solução como pode comprometer o relacionamento e até resultar em separação do casal. Como ainda é um tema espinhoso para muitos homens, os médicos notam que o assunto chega camuflado ao consultório.

– A gente ainda vê muito a queixa disfarçada em uma consulta de rotina. Então, mesmo que o motivo da conversa seja outro, acho importante fazer sempre a pergunta sobre a saúde sexual. Às vezes, no final da consulta, o paciente diz “lembrei, doutora!” e fala sobre o que está acontecendo. Isso não é vergonha, e ele não é o único. Nas conversas de bar, podem até dizer “nunca falhei”, mas aqui no consultório, todo mundo falha – diz a urologista Nancy Tamara Denicol.

Inevitavelmente, a busca por soluções em qualquer uma das disfunções passa por um check-up do paciente, com exames dos níveis de testosterona, o hormônio masculino, e de taxas que podem influenciar no quadro, como níveis de colesterol, pressão arterial e glicose.

Os tratamentos, de acordo com cada caso, envolvem reposição hormonal – muito menos controversa do que a usada pelas mulheres na menopausa – e até implante peniano, utilizado em casos de lesões mais graves (como cirurgia de próstata). Em todos os métodos, o acompanhamento psicológico é aconselhado.

– Mesmo que a origem do problema não seja psicológica, sempre terá um reflexo psicológico – pondera a psicóloga Auriciene Lidório.

Frente à preocupação de manter e prolongar o bom desempenho sexual, os homens devem ficar atentos a fatores que podem antecipar problemas. Obesidade, diabetes sem controle, sedentarismo e tabagismo são inimigos da saúde de um modo geral e não fogem da lista de fatores de risco nos casos de disfunções sexuais.

– O homem que não mantém cuidados gerais consigo mesmo está em busca de um problema sexual – sentencia o andrologista Sergio Iankowski.

 

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2017/04/o-que-leva-os-homens-a-falhar-na-cama-9772103.html / Por BRUNA PORCIÚNCULA

nov05

Conversamos com uma escritora que há anos pesquisa o que leva as mulheres a serem infiéis aos parceiros

Dois livros de publicação recente e próxima abordam e revisam o tema da infidelidade. State of Affairs: Rethinking Infidelity (Estado dos Affaires: Repensando a Infidelidade), da psicoterapeuta belga Esther Perel, e The Secret Life of the Cheating Wife: Power, Pragmatism and Pleasure in Women’s Infidelity (A Vida Secreta da Mulher Traidora: Poder, Pragmatismo e Prazer na Infidelidade das Mulheres), da socióloga americana Alicia Walker, que será lançado em nos EUA em novembro. No momento, nenhum deles tem data de publicação no Brasil.

A infidelidade é um conceito cambiante, que é atualizado e renovado periodicamente como um catálogo da Tok&Stok. É uma das práticas que mais partido tirou da era digital. Se, como diz Perel em sua palestra Ted sobre o assunto, enganar o parceiro é o único pecado que, segundo a Bíblia, se pode cometer duas vezes (em ato e em pensamento), agora pode ser conjugado em inúmeros tempos e modos, que vão desde se inscrever em segredo em um site de relacionamentos e ter conversas quentes com desconhecidos até uma simples massagem com final feliz.

A verdade é que, como Perel aponta em seu livro –que escreveu depois de passar 10 anos viajando pelo mundo, conversando com homens e mulheres infiéis, desde 1990 a taxa de mulheres que traem os maridos aumentou 40% enquanto que a dos homens parece se manter no mesmo nível. Algo que, de acordo com a psicoterapeuta, “não tem resposta fácil, além do boom dos anticoncepcionais, da maior autonomia financeira da mulher e do fim do medo do divórcio, com leis que obrigam os maridos a contribuir para a manutenção dos filhos. Mas, para conhecer os verdadeiros motivos desse aumento, as mulheres teriam de estar no mesmo nível que os homens e isso ainda não aconteceu. A sociedade continua a penalizar mais o adultério feminino do que o masculino. Na verdade, ainda existem nove países no mundo onde a mulher infiel é punida com a pena de morte, enquanto para justificar a traição do homem há toda uma série de teorias evolutivas e biológicas que a explicariam”.

As velhas ideias que afirmavam que em uma transa ocasional eles procuram a aventura, a vertigem e um parêntese na aborrecida vida conjugal; enquanto elas perseguem o amor, já não são apresentadas por quase ninguém. E menos por Alicia Walker, que depois de conversar com 40 mulheres que haviam traído seus parceiros chegou à conclusão de que a maioria deles o fez por razões meramente sexuais. “Quase todas as minhas entrevistadas vinham de casamentos sem sexo ou com relações sexuais pobres, sem orgasmos”, comenta Walker. “Em outras palavras, não conseguiam a frequência e nem a qualidade sexual que desejavam.”

Os meios de comunicação norte-americanos relacionaram a crescente infidelidade feminina com o fato de as mulheres trabalharem mais em casa do que os homens, ainda não há uma divisão equitativa das tarefas e alcançar a igualdade nesse assunto poderia ser, de certa forma, uma tentativa de equilibrar a balança em outros aspectos. Mas Walker parece cética com essa teoria e com as estatísticas e pergunta, “talvez, mais do que um aumento dos casos de infidelidade em mulheres, o que acontece é que muitas que antes não ousavam admitir isso agora começam a reconhecer, em parte protegidas pelo anonimato das sondagens realizadas na rede. A maioria das mulheres da minha amostra reconheceu que amava o marido e queria permanecer junto, mas estava cansada de não obter o que procurava no terreno erótico. Ter um affaire era a maneira de satisfazer seus desejos, mas também de salvar o casamento, porque se permanecessem insatisfeitas talvez acabassem abandonando o parceiro em favor de outro mais competente sexualmente”.

Para Esther Perel, no entanto, existe certa conexão entre a infidelidade feminina e a desigualdade entre os sexos ainda existente. “As mulheres perdem sua autonomia na família, com os filhos, no casal; porque durante séculos foi assim e porque ainda existe a ideia de que é ela quem deve cuidar das crianças e do marido. As mulheres quase sempre fazem o que devem, e poucas o que querem. Um affaire é uma das poucas vezes em que elas fazem algo para si mesmas. É nesses espaços secretos que, por fim, dão primazia ao seu valor e aos seus desejos em relação aos dos outros”, diz a socióloga, que reconhece que “as infidelidades têm pouco a ver com o sexo e muito com o desejo, por isso ocorrem até em relações abertas, onde supostamente há liberdade para experimentar tudo. O comentário universal que ouvi da boca de todas as pessoas que haviam traído seus parceiros era sempre o mesmo: “Eu me senti vivo de novo”. No fundo de um affaire sempre há uma necessidade de conexão emocional, novidade, liberdade, autonomia, intensidade sexual. Uma tentativa de recuperar a parte de nós que perdemos”.

Alicia Gallotti é sexóloga, escritora e ex-porta-voz do site de relacionamentos Victoria Milán, criado inicialmente para facilitar aventuras para mulheres com parceiros, embora com o tempo tenha se democratizado para os dois sexos. Gallotti é autora do livro Soy Infiel, ¿y Tú?, lançado em 2012. Para escrevê-lo, a sexóloga entrevistou mais de 50 mulheres que se identificavam com o título da obra. “Na época não se falava muito sobre o assunto e lembro que depois do lançamento do livro muitas mulheres me agradeceram porque eu fizera com que se sentissem menos culpadas”, diz a autora. “Havia muitas razões para colocar chifres no parceiro, mas as mais comuns eram das senhoras, já maduras, que tinham se tornado invisíveis e procuravam ‘se encarnar’ novamente; outras queriam tornar realidade a fantasia sexual da infidelidade. Também havia a mulher que tinha sido enganada pelo marido, o havia perdoado e agora queria experimentar o mesmo e, claro, aquelas que viviam em casamentos assexuados, embora se dessem bem com o parceiro e não quisessem romper. O que era comum a todas é que buscavam apenas uma aventura passageira e evitavam que a coisa se alongasse ou tivesse implicações emocionais. Todas eram muito cautelosas, porque se fossem descobertas temiam perder a guarda dos filhos. Nós, mulheres, sempre fomos muito sibilinas. Viemos de séculos de marginalização e desenvolvemos uma habilidade especial para conseguir as coisas. Somos mais espertas para inventar desculpas e melhores na hora de destruir provas”.

Concha, de 46 anos, que mora em Madri e é divorciada, viveu a traição em ambas as frentes. Como vítima e como autora da infidelidade. “Inculcam na gente a ideia de que chifrar é a pior coisa que te podem fazer em um relacionamento. Fui chifrada e perdoei; e com o tempo você vê que sobrevive, que não é o fim do mundo, embora eu ache que para o perdão é muito importante a forma e a duração da infidelidade. Não é tanto o que se faz, mas como se faz. Quando fui infiel não o fiz por vingança, mas para me dar ao luxo de realizar meus desejos e porque acho que praticando esse exercício evitarei odiar meu parceiro se ele fizer o mesmo, e porque assim terei menos oportunidades de me tornar uma mulher amargurada e ressentida pelas traições do marido, como algumas mulheres de antes”.

 

Toleramos pior a infidelidade

“Quando o casamento era um contrato financeiro, a infidelidade ameaçava a segurança econômica. Agora que o casamento é um acordo romântico, a traição ameaça nossa segurança emocional”, argumenta Perel.

A infidelidade é o principal motivo da maioria dos divórcios e trair é extremamente fácil hoje; mas, além disso, a era digital (se aquele que trai não teve o cuidado e a delicadeza de apagar o rastro) nos permite acessar toda o histórico da traição. E-mails, fotos, postagens em redes sociais; enquanto que antes o espetáculo mais revelador que se podia assistir era ver uma mancha de batom no colarinho de uma camisa.

“Hoje em dia nosso parceiro não é apenas nosso marido ou mulher; também é nosso companheiro, pai ou mãe de nossos filhos, nossa família, nosso partenairesexual e até mesmo nosso colega de papos intelectuais. E perder tudo isso de repente pode ser extremamente doloroso, porque com isso também perdemos nossa identidade”, diz Perel. “O amor romântico é a nova religião, na qual depositamos todas as nossas esperanças e crenças, e o casal é um dos espaços em que muitas pessoas esperam poder se realizar e dar sentido às suas vidas; uma vez que a comunidade desapareceu e as ideologias também. As novas gerações, os filhos dos divorciados, estão procurando uma nova maneira de estar juntos e de durar mais, um modelo de relacionamento que traga estabilidade, desenvolvimento pessoal e liberdade”.

Fonte: El PAÍS / Por RITA ABUNDANCIA  / Foto: GETTY IMAGES

out22

Relacionamentos sadios são fundados em uma personalidade sadia, coisa que só os anos e a experiência de vida podem levar à excelência

Quem nunca vivenciou um relacionamento desajustado no qual gostaria simplesmente de passar uma borracha? Certamente, se você fizer uma pequena retrospectiva da sua história, poderá constatar o quanto foi feliz, o quanto se frustrou, sofreu, superou e amadureceu nas suas relações. Isso porque ter relações sadias significa trilhar um caminho de maturidade pessoal, o que exige uma boa dose de conhecimento de si, tempo e paciência.

Abaixo, aprofundo alguns aspectos importantes para um relacionamento sadio. Na verdade, esses pontos estão relacionados entre si, divido-os apenas para uma leitura didática.

Foto: ArthurHidden by Getty Images

Conhecimento de si

Esse é um princípio básico para toda a vida, mas fundamental para um bom relacionamento. Conhecer-se é ter a capacidade de olhar para dentro de si e reconhecer as virtudes e os valores, principalmente as fragilidades. O indivíduo que não tem a coragem de enfrentar e integrar as suas sombras acabará projetando-as nas pessoas. Só alguém que se conhece pode possuir-se, e assim não se tornar refém dos seus sentimentos nem dos outros.

Nesse sentido, falando sobre o relacionamento amoroso, Papa Francisco alertou os namorados e noivos a respeito das feridas que os parceiros levam para o matrimônio: “Muitos terminam sua infância sem nunca terem se sentido amados incondicionalmente, e isso compromete a sua capacidade de confiar e entregar-se. Uma relação mal vivida com os seus pais e irmãos, que nunca foi curada, reaparece e danifica a vida conjugal. Então, é preciso fazer um percurso de libertação, que nunca se enfrentou” (Amoris Laetitia – 240).

Isso significa que preciso me conhecer antes de iniciar um relacionamento? Não necessariamente, pois, muitas vezes, é no convívio com o outro que as questões internas mal resolvidas vão aparecendo. Se a pessoa tiver a sensibilidade de se perceber e a coragem de enfrentar os seus “fantasmas interiores”, então estará no caminho da maturidade e crescerá no relacionamento.

Tomar consciência das idealizações

Quando iniciamos um relacionamento, seja ele amoroso ou uma amizade, temos dentro de nós um modelo de homem ou mulher “ideal” que acabamos projetando no outro. Aos poucos, com os conflitos e as crises – que são inevitáveis em toda relação humana – essa imagem vai ruindo, e então passa-se do eu ideal para o eu real. No início de toda relação há um componente erótico e profundamente emocional que chamamos de paixão. A paixão está carregada de idealizações, e é nessa fase que as pessoas constroem seus castelos de areia para abrigar as fantasias de um relacionamento “perfeito” (e infantil).

Quando tomamos consciência das idealizações? Tomamos consciência quando aquela imagem endeusada já não corresponde mais ao comportamento do outro. Em outras palavras, são justamente as decepções do dia a dia que colocam por terra o conto de fadas do relacionamento perfeito. Essa é a diferença básica entre paixão e amor. A paixão funda-se em projeções e idealizações. O amor tem suas bases no que é real. Quanto mais a pessoa diferenciar as idealizações da realidade, mais saudável será nos relacionamentos.

Da tolerância à frustração

Não é fácil decepcionar-se com as pessoas, sobretudo, aquelas que nos juraram amor eterno e incondicional. Nesse sentido, o desenvolvimento de um relacionamento saudável dependerá da capacidade dos envolvidos de lidar com frustrações, e assim aprender a lidar com as próprias feridas e também as dos outros.

Quando, num relacionamento, as pessoas não suportam as frustrações, entra em jogo a relação de poder, e o relacionamento se transforma em uma competição do tipo “quem manda mais” ou “quem (se) machuca mais”. Aqui, cabe uma máxima do psiquiatra suíço C. G. Jung: “Onde impera o amor não há desejo de poder. Onde há desejo de poder não há espaço para o amor. Um é a sombra do outro”.

A tolerância à frustração faz com que o relacionamento se torne resiliente e não sucumba a qualquer vento. É também a base para o perdão, sem o qual nenhum relacionamento sobrevive.

Respeitar as individualidades

Livre da imagem idealizada e absorvida pela frustração, é hora de reconhecer o outro pelo que ele é. Uma pessoa saudável em seus relacionamentos sabe que cada pessoa é única e não está condicionada aos seus “achismos” nem aos seus mecanismos de controle. Um relacionamento saudável dá espaço para que a pessoa seja ela mesma, que tenha liberdade para colocar em prática seus dons, praticar seus hobbies e, principalmente, relacionar-se com outras pessoas.

Respeitar a individualidade do outro não significa aceitar o seu individualismo, quando este se fecha em seu mundo particular ou, no oposto, quando quer uma relação demasiada aberta e sem responsabilidades. O bem-estar de um relacionamento depende de equilíbrio, sabendo a hora de ceder e de opor-se, mas sempre com o pensamento de que o outro não é uma “propriedade” minha nem deve ser aquilo que eu acho que ele deve ser.

Respeitar as individualidades também significa não instrumentalizar o outro, ou seja, a pessoa nunca pode ser um meio para que eu tenha meus prazeres individuais satisfeitos. Quando, num relacionamento, as pessoas se usam mutuamente para atingir seus prazeres, há aí uma dinâmica perversa e patológica que certamente terminará em tragédia.

Tempo e paciência

Não existe varinha mágica que transforme uma relação da noite para o dia. Muitas vezes, quando nos vemos envoltos em imaturidades – sejam nossas ou dos outros – é preciso paciência e tempo. Se você tem 30 anos hoje e olhar para os relacionamentos de quando tinha 15, certamente verá que não são (ou pelo menos não deveriam ser) os mesmos. Isso porque relacionamentos sadios são fundados em uma personalidade sadia, coisa que só os anos e a experiência de vida pode levar à excelência.

Sem sombra de dúvida, o tempo é o melhor amigo de um relacionamento. Geralmente, relacionamentos saudáveis sobrevivem às provações que os anos lhes impõem. O tempo também permite que corrijamos certas imperfeições que foram desgastando um relacionamento verdadeiro, isso se tivermos a coragem de enfrentar a difícil tarefa de amadurecer. Por outro lado, o tempo é cruel com quem estaciona. Não é difícil nos depararmos com pessoas que ficaram presas em suas mazelas. São como aquelas placas de estalactite formadas por gotejamento de água nos interiores das cavernas, do qual se tornam uma espécie de rocha de calcário com o passar dos anos. As pessoas que não se deixam moldar pelo tempo são castigadas por ele, transformando-se em estruturas rígidas impossíveis de correção.

Se você se identifica com alguns desses passos acima e, de certa forma, já está colocando-os em prática nos seus relacionamentos, pode se considerar uma pessoa que caminha para o sucesso nessa aventura de ser para o outro.

Daniel Machado

Daniel Machado de Assis, natural de São Bernardo do Campo-SP, é membro da Canção Nova desde 2002. Psicólogo formado pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo, também estudou filosofia pelo Instituto Canção Nova. Atualmente é coordenador do Núcleo de Psicologia Canção Nova que tem por objetivo assessorar e auxiliar a formação dos membros desta instituição.

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